A Classe Médica Fede (citando nomes)

Falo aqui da classe médica, daqueles que desfilam de jaleco pelas ruas – coisa anti-higiênica repugnante – ou os que teimam em contrar piadas de pacientes em alto e bom som num happy hour, para que todos possam ouvir.

Tenho amigos médicos ótimos. Aqueles que se lembram de serem humanos, antes de serem médicos. Aqueles que, ao invés de se gabarem aos quatro ventos como SUPERneurocirurgiões-bam-bam-bam’s (sim, eu já vi isso num receituário médico!!!), apenas apresentam-se como “médicos”, que gostam de rock, falam francês e entram no msn para conversar. Como é o caso do meu colega e digníssimo amigo Mauro Almeida, com quem tive a honra de dividir uma sala do cursode francês e que cuidou de minha tia-avó como se fosse tia-avó dele e que só depois eu soube que ele, sim, era o bam-bam-bam na área de dor.

Ou como Márcia Anaice que não se limitava em ser nossa professora, chamava-nos de “filhinhos”, dava lição de humanidade e não tinha vergonha de chorar quando um paciente seu morria.

Não falo aqui dos médicos, tampouco dos meus amigos médicos (que só o são por serem exceções raras na classe: Allan Marques, nefrologista; Laudreísa Pantoja, pediatra; etc). Falo da classe médica. Aqueles que só andam de branco, cheirosíssimos como se nunca tivesse reanimado alguém (porque para reanimar, a gente tem que ficar pulando com os braços esticados sobre o peito de um quase-morto, e é impossível o cabelo não desgrenhar e você não sair suado dali).

Ontem foi dia de votação no CRM. Cheguei já atrasada depois de ter atendido um paciente esquizofrênico de nove anos que tentou destruir meu consultório. Depois de duas horas em um micro-ônibus, com o sol matador de Belém em julho, morta de fome tamanhas quase duas da tarde… suada, acabada e mau-humorada.

Entro na fila para a votação e um cara todo engomadinho, senhor de quarenta e poucos anos (longe de ser um idoso e muito menos UMA GRÁVIDA) passou na minha frente na fila. Com honras feitas pelo recepcionista do Conselho.

- Quem é ele? – perguntei para o recepcionista;

- Eu não sei.

- E por que ele passou na minha frente?

- Não sei, porque mandaram. Nã esquente sua cabeça…

Não, não, não dava para esquentar ais do que já estava. Eu ali passando mal, com fome, suada, cansada, com uma mochila de cinco quilos nas costas, debaixo de um sol a tino, não, não dava para esquentar ainda mais a minha cabeça.

A classe médica fede. E, todo ano, quando eu compareço ao conselho, eu tenho VERGONHA de ser da classe médica. E eu me orgulho SIM quando alguém diz “não acredito que ela seja médica”.

É por isso que a grande maioria dos meus amigos é amante da informática, da publicidade, da arte e do jornalismo. E eu definitivamente não faço questão de participar dos almoços pomposos de “Dia dos Médicos” ou dos eventos patrocinados por laboratórios (aliás, às vezes vou sim, porque a boca livre é boa). Mas eu prefiro os shows de rock, onde me descabelo e onde meus amigos vão estar.

Se precisar de um médico, pesquise! Não aceite qualquer um!! De médico que não presta o mundo está cheio. E pode confiar nos que estão acima em negrito. São exceções à regra que valem a pena uma visita ;-)

Love Xtory

(eis a história que não foi publicada no site, como o prometido)

Love Xtory por você.

Ao invés de dizer “oi, tudo bem, meu nome é fulano”, ele foi direto e falou “vou me casar com você”. Ela riu e ironizou, abusando do sarcasmo característico e inevitável em frente às situações imprevisíveis que, mesmo não assumindo, atormentavam-na.

Conversaram e reuniram coisas em comum. Coincidências davam um empurrãozinho no começo da história que teve inicío em setembro de 2008.

Ele dizia que não gostava de namorar, nem de andar de mãos dadas, de nhém-nhém-nhém, de falar que ama e que nunca chorava.

O tempo passou e eles finalmente se encontraram pessoalmente, depois de dois meses de conversa virtual.

Beijaram-se em um beijo súbito, estre duas palavras de uma frase longa por ela proferida; como se nascera de um ímpeto de coragem dele. Ela sorriu.

No mesmo dia em que se encontraram ele a pediu em namoro. Ela aceitou. E andaram de mãos dadas – mais por insistência dele, por incrível que pareça.

Beijavam-se no metrô, nas escadas rolantes de todos os Shopping Centers que frequentaram, na cafeteria onde quase sempre terminavam a noite. E tiravam fotos lindas dos longos beijos que inspiravam os traseuntes da Avenida Paulista. Fotos felizes, coloridas e cheias de toda a felicidade que viviam na época.

Certo dia, ela recebera uma ligação às 5 horas da manhã. Não tinha dormido direito porque sabia que ele estava em uma festa à fantasia; a mais esperada do ano. Atendeu. Era ele.

“Estou só ligando para dizer que te amo”.

Ela, com toda sua ‘delicadeza’ desconfiada, perguntou: “Estás porre?”. Ele disse que não e ela acreditou. Ficou feliz – nunca esperara ouvir dele, uma frase tão forte, numa situação tão nítida e surpreendente.

Fizeram planos. Ela conheceu a família dele, ele a pediu em namoro outra vez – só pra ter certeza, sabe? E ela aceitou, pela segunda vez, mesmo sabendo dos obstáculos que viriam pela frente.

Obstáculos estes, tão reais que acabaram por suprimir, ou postergar a história que se desenrolava tão bela e profundamente como nunca haviam sentido antes.

E hoje, estão separados. Mas, por enquanto, ainda unidos, mesmo que por fios invisíveis e inexplicáveis.

Talvez amizade, talvez carinho, ou algo maior.

Quem saberia dizer as razões das coisas do coração, Renato Russo?

Não serei o último a desistir de saber sem ao menos tentar, pois sentimentos, já aprendi, devem ser sentidos e não descritos, nomeados, classificados ou superestimados.

Eles estão lá.
Deixa estar.

A Arte ou O Artista?

O que você prefere?

Anteontem faleceu de causa desconhecida, o cantor e dançarino Michael Jackson, de quem eu era grande fã desde os três anos de idade.

Eu tinha um ano quando ele lançou o álbum Thriller. Dois anos depois, meu pai, grande admirador de música, de quem eu herdei a mesma paixão, comprou o álbum e o executava sempre. Eu ficava feliz de andar com o LP, que seria o mais vendido de todos os tempos, debaixo do braço para onde quer que eu fosse. Afinal, o Michael Jackson era meu ‘namorado’. Ele era negro, na época, lindo, performático e dançava muito bem – eu o acompanhava SEMPRE, imitando seus passos pela tela da televisão.

Aos meus seis ou sete anos de idade, de tanto dançar, mamãe me matriculou na escolinha de dança moderna para que aprimorasse meus passos. Foram sete anos de dedicação à dança, ao jazz e ao sapateado.

Posso dizer que Michael Jackson mostrou à minha mãe que eu era mais do que o reflexo da paixão do meu pai pela música. Eu tinha um amor pela dança, libertado pelos clipes inovadores de Jacko.

Aprendi a fazer o moonwalk com ajuda do meu irmão e cheguei a usar uma jaqueta vermelha, que meu pai trouxe de Manaus, para me proteger das chuvas ao ir para o colégio. Também usei calças com fivelas exageradas e fazia o maior sucesso no meu ensino fundamental.

Cresci com um coração de artista, disfarçada num corpo de gente comum. E de que vale ser um artista apenas, sem ser uma pessoa? Com qualidades, defeitos, paradoxos, confusões, altos, baixos e loopings?

Michael Jackson foi um grande artista. Se mocinho ou vilão, não precisaríamos saber, se pudéssemos valorizar todo o legado que deixou aos seus fãs, sua inovação, sua música, sua dança.

E quem estaria interessado em saber se Mallu Magalhães não está com Marcelo Camelo apenas por se promover? E ele idem ou não. Se Amy Winehouse sobreviverá após tanta droga consumida? Quem se importa se os Gallagher são antipáticos ou não? Se Michael Jackson era um excêntrico pedófilo e gastador?

Eu não me importo, porque sei valorizar a arte. E sou fã de todos os artistas acima citados porque podem ser pessoas comuns, com defeitos altamente condenáveis – caso pudéssemos condenar alguém e fôssemos todos inocentes.

O fato é que não somos.
Então, olhemos para o lado bom dessas pessoas: sua arte.

Who's (not) bad?

Who's (not) bad?

Mais Garotas de Sorte

Repostando Marina Franco

Aeeeee! Hoje estou lançando mais um sorteio pra vcs!
A Koloss me enviou 2 kits tudibom! Um era pra eu experimentar (adoro mimos!) e o outro adivinha só! Pra sortear pra vcs, claroooo!!!
A necessáire, como vcs podem ver, é muito linda! Achei bem grande, cabe um monte coisas e é super moderninha. Dentro dela veio:
- sombra preta: eu achei ótima, super pigmentada! Coloquei na esponjinha um pouquinho só e passei no olho…
- duo de sombras (azul e prata): eu achei esse tom de prata bem diferente e o azul muito lindo. Não passei nenhum potencializador e mesmo assim as cores dicaram bem vibrante. A única coisa que não gostei muito foi da esponjinha, ela é meio esmilingüida, mas se passar com o pincel fica ótEmo!
- máscara para cílos à prova d’água: confesso que não fiz o teste se ela é à prova d’água mesmo…
- lápis retráril: eu achei ele super hiper macio, bem fácil de passar…
- gloss: esse gloss é bem clarinho e tem uns brilhinhos. Eu não gostei muito da textura… dá pra sentir os brilhos na boca, sabe? Mas a cor é bonitinha e delicadinha.
- batom: eu AMEI a textura desse batom! Muito cremoso, a boca fica lisinha a hora que passa e a cor é muito chic! É um nude perfeito pra usar quando os olhos estão mais carregados!
Fiz um look bem humírrrrrdi com os produtchééénhos para vcs verem as cores!
É óbeveo que não chega nem aos pés das makes da Marina, Jana e da Anninha
Nem passei base nem nada, usei só os produtos da Koloss que ganhei mesmo!

Essa aí com cara de tcherpa sou eu! hahahaha

Ai que vergonha, gente!

O papo tá bom, mas vamos logo ao ponto!
Quem quiser ganhar esse kit MAREIBOLS da Koloss tem que:
- ser seguidora do Garotas de Sorte (óóóóóbeveo)
- enviar um (1 por pessoa) email para: garotasdesorte@gmail.com com o ASSUNTO: Koloss é uma mareibols!
- quem fizer um post divulgando essa promoção tem direito a um email EXTRA (Aí vc escreve no ASSUNTO do 2º email: “Koloss é uma mareibol! EMAIL EXTRA!” e coloca no corpo da mensagem o endereço do post do seu blog sobre o sorteio).
- quem não tem blog ou não tem conta no google pode participar, é só escrever no corpo da mensagem “NÃO TENHO BLOG”
- sorteio válido para o território nacional!
- serão aceitos os emails enviados até o dia 26/07 as 23h59.

No dia seguinte divulgo a ganhadora!