O Troco (recebido por e-mail)

Toca o telefone…

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção Telemar linha adicional, onde o Sr. tem direito…

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da Telemar, e estamos ligando…

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode.

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na Telemar?

- Telemarketing Pro Ativo.

- Você tem número de matrícula na Telemar?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telemar. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir…

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telemar.

- Ok…. Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor…

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado…. pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,
pode anotar o protocolo por favor…..alô, alô!

TUTUTUTUTU…

- Desligou…. nossa que moça impaciente!

Afinal, sou do Brasil

A minha primeira Copa considerada, foi a de 1994. Eu tinha treze anos, era São Paulina roxa, sabia toda a escalação do SPFC e da Seleção Brasileira, lia tudo sobre Copas, seleções, jogadores, posições, etc. Opinava sobre jogadores (lembro-me que o mais gato, na época, para mim, era o Stefan Schwarz), era torcedora número um, vamos dizer assim.

Das copas anteriores, não me recordo muita coisa. Eu era criança, estava mais preocupada em ser líder dos jogos do colégio, em vencer todas as brincadeiras, eu mesma, do que em futebol – coisa que só me interessava no jogo de botão.

Então, por sorte, na minha primeira Copa, a seleção brasileira conseguiu o tetracampeonato. Minha rua encheu-se de verde e amarelo e foi uma das coisas mais marcantes da minha vida. Lembro-me que eu havia me vestido de hippie, com lenço na cabeça e óculos estilo John Lennon, para fazer minha mãe sorrir, após uma discussão com ela. Deu certo.

A segunda, foi a de 2002 – época que eu só queria, só pensava em namorar. Assistia a todos os jogos, vestida de verde e amarelo, comendo bono de chocolate e guaraná Antárctica. Cada um assistia na sua casa, e depois festejávamos andando de mãos dadas pela nossa rua (na época, eu namorava um vizinho meu).

Em 2006, eu estava na Residência, realmente não me lembro de ter assistido nenhum jogo. Eu estava enlouquecida de paixão por um novo namorado – aquele que me deu mais dor de cabeça do que alegrias. Além da Residência, eu tinha que me preocupar com ele (o que não era nada fácil) e não tinha muito tempo para me preocupar com a Copa. Lembro-me de quando reunimos os amigos em Mosqueiro, para jogar bilhar e ficar na piscina enquanto rolava o jogo. Foi nesse dia que o Brasil perdeu.

Desde então, saí da Residência, comecei a trabalhar, a ser responsável pelas minha spróprias coisas e – com isso (e as perdas do Brasil, altamente discutíveis, para a França – coisa difícil de acreditar que não houvesse alguma gambiara por trás disso), eu me afastei do futebol, do meu São Paulo, da Seleção e, consequentemente, das Copas do Mundo.

Hoje acordei um tanto pessimista. Depois de um sonho cheio de lição de moral do meu subconsciente para o consciente, cheios de espíritos do bem dando conselhos, acorde pensativa e reflexiva. Nada compatível com um dia de jogo do Brasil, na Copa do Mundo.

Saí de casa mal-humorada e fui trabalhar. Via as pessoas vestidas de verde e amarelo nas ruas, carregando bandeirinhas, felizes e esperançosas com a vitória da nossa Seleção. Clima de festa. Vuvuzelas tocando em alto e bom som – até que nem me incomodaram tanto.

Quer saber? Entrei na dança. Antes ser “mais uma” das patriotas de época do que a única mal humorada e amarga deste dia – que promete.

Rendi-me à alegria. Espero que você também.

Yoann Gourcuff (seleção da França): o colírio da Copa de 2010 - escolhido por mim.

Distensão da Panturrilha

INTRODUÇÃO

Nossos ossos são sustentados por uma combinação de músculos e tendões. Tendões conectam os músculos aos ossos. Uma distensão é o resultado de uma lesão tanto no músculo como no tendão. A distensão pode ser uma simples “esticada a mais” nessas estruturas, ou um rompimento completo (ou parcial) na combinação músculo-tendão, neste caso, da panturrilha (ou também, tríceps sural). Ela ocorre por causa do alongamento exagerado das fibras que formam os músculos, acompanhado da ruptura de algumas delas. É mais comum nos músculos da perna – especialmente na parte interna da coxa e na panturrilha. O alongamento exagerado é causado quando o músculo é exigido e alongado além de sua capacidade, geralmente como conseqüência de movimentos bruscos.

CLASSIFICAÇÃO

  • A distensão muscular é classificada desde o primeiro grau, no qual há pouco dano ao músculo e nenhuma restrição à extensão do movimento;
  • Ao segundo grau com maiores danos e inchaço; até o terceiro grau no qual há a ruptura completa do grupo muscular e limitação severa de movimentos. Geralmente, quanto mais dói, maior é a área do tecido muscular distendida.
  • O terceiro grau de distensão geralmente precisa ser tratado por um especialista, para ajudá-lo a superar a dor e o perigo de um dano duradouro se não houver a reabilitação apropriada e com paciência.

ETIOLOGIA

Pode ocorrer durante alguma atividade física, que exija imenso esforço de flexão plantar dos tornozelos e pés. Pode acontecer durante a corrida, o salto ou uma arrancada.

SINTOMATOLOGIA

À ocasião, o paciente apresentará dor imediata, na parte de trás da perna. Às vezes, é possível sentir ou escutar um estalo e o paciente relata “sensação de pedrada” na parte de trás da perna. O paciente sentirá dificuldades em ficar nas pontas dos pés. A panturrilha pode ficar edemaciada e com hematomas.

TRATAMENTO

Quando acontece uma distensão, o repouso do músculo afetado deve ser o procedimento número um. Continuar a movimentá-lo pode agravar a lesão e aumentar a dor. “É preciso colocar gelo no local o mais rápido possível, para diminuir a dor, a inflamação e o sangramento interno”. O tratamento com gelo deve ser repetido durante os primeiros dias.

O tratamento poderá incluir:

• Compressas de gelo na musculatura por 30 minutos, sendo que cada 8 minutos de gelo deve ser seguido de uma pausa de 3 minutos.  Pode ser feito a cada 3 ou 4 horas, por 2
ou 3 dias ou até que a dor desapareça,

• Elevação da perna colocando um travesseiro sob ela.

• Uma faixa elástica envolta na perna, para comprimir, evitando que o edema piore,
sempre vigiar a circulação dos pés e dedos. Em caso de piora da dor, ou qualquer prejuízo
da circulação, retirar a faixa,

• Muletas no caso de dificuladade para andar.

• Anti-inflamatórios de acordo com prescrição do médico.

• Fisioterapia, para tratar o tecido do músculo.

Enquanto a lesão não estiver, totalmente, recuperada, o esporte ou a atividade, realizada anteriormente à lesão, deverá mudar para que não haja agravamento da condição. Por exemplo: Nadar ao invés de correr.

Medicamentos como gel e pomadas para contusões não costumam ser eficazes nesses casos, uma vez que não conseguem penetrar até as fibras do músculo.

A movimentação do músculo, sempre com a supervisão de um profissional, é importante na recuperação, que leva de três a quatro semanas.

PROFILAXIA

Para prevenir a distensão muscular e outros tipos de lesão, a principal recomendação é fazer um aquecimento e, principalmente, alongamento antes do início da atividade física. “O alongamento aumenta a capacidade de elasticidade dos músculos, o que melhora a resistência deles contra as lesões”, O cansaço muscular, a falta de preparo e a má alimentação também contribuem para o enfraquecimento das fibras.

Costuma-se orientar os atletas a seguir a seguinte proporção:

  • 5% do tempo total de treino em alongamento;
  • 10%, no aquecimento;
  • 70%, no treino propriamente dito;
  • 10%, no desaquecimento,e
  • 5% no alongamento final.

Comer bem também serve para prevenir lesões musculares. Alimentos ricos em ferro (espinafre e feijão) e proteínas (leite e ovos) ajudam a aumentar a elasticidade e a capacidade muscular. O excesso de treinamento conhecido como overtraining, atinge o organismo por inteiro, com repercussões negativas em vários sistemas do corpo. A sobrecarga de exercícios físicos contribui para a perda da resistência dos músculos e facilita o aparecimento de lesões. Além da falta de alongamento, a falta de colágeno – uma proteína que permite a elasticidade dos tecidos – também é responsável pelas distensões musculares. Com o envelhecimento, a substância é produzida em menor quantidade pelo organismo.

RETORNO ÀS ATIVIDADES

O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe a possibilidade de piora da lesão, que poderia levar a um dano permanente.

Como cada indivíduo é diferente do outro, a velocidade de recuperação também é. Por isso, o retorno ao esporte será determinado pela recuperação dos músculos da panturrilha, não existindo um protocolo ou um tempo exato para que isto aconteça. Geralmente, quanto mais rápido o médico for consultado após a lesão, mais rápida será a recuperação.

  • Possuir total alcance de movimento da perna lesionada, em comparação a não lesionada.
  • Possuir total força da perna lesionada em comparação a não lesionada.
  • Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
  • Correr em linha reta, a toda velocidade sem mancar.
  • Fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
  • Correr, desenhando no chão um 8 de 18 metros, inicialmente a meia velocidade e, Posteriormente, a toda velocidade.
  • Fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente a toda velocidade.
  • Correr, desenhando no chão um 8 de 9 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.
  • Pular com ambas as pernas e somente com o lado lesionado sem sentir dor.

RECUPERAÇÃO

Em média, de uma a duas semanas com repouso, gelo, compressão e elevação. Esse tratamento deve ser seguido de exercícios simples para diminuir a dor e restaurar a mobilidade. No caso de um rompimento sério, pode ser necessário que se repare cirurgicamente por um cirurgião ortopedista, necessitando de um prazo de 8 a 12 semanas.

FONTES

Dicas Para Resistir à Vontade de Fumar

Cuidado com a ansiedade e a “fissura”!

Você consegue!

Você consegue!

Ao se sentir ansioso e com forte desejo de fumar, procure:

  • Beber bastante água;
  • Chupar gelo;
  • Comer fruta, barra de cereal, mascar cristais de gengibre, cenoura em fatia, balas e chicletes dietéticos;
  • Escovar os dentes imediatamente após as refeições;
  • Evitar café e bebidas alcoólicas;
  • Fazer exercícios de relaxamento e respiração profunda;
  • Ocupar seu tempo – de preferência, com exercícios físicos;
  • Renovar seu objetivo de ficar sem fumar
  • Conversar com alguém que lhe dê apoio.

Lembre-se:

A vontade de fumar passa em até 5 minutos.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer

Para mais informações DISQUE SAÚDE: 0800 61 1997.
Ministério da Saúde.

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