Brabul e o universo das redes sociais

Finalmente saiu a minha entrevista, feita pelo grande jornalista musical Sidney Filho, no Ver-o-Pop.

Brabul, ou melhor, Jazz, é uma grandes pensadoras atuantes na internet, sobretudo, quando se fala em redes sociais no Pará. Conheça mais sobre ela, nessa entrevista exclusiva.

Quem é o Certinho da História?

Hoje eu me surpreendi com o comentário de uma amiga sobre mim. Ela me disse assim na lata: “convenhamos, amiga, você não é nada certinha“.

Estávamos falando sobre relacionamentos. Estamos convivendo (mesmo, assim de nos falarmos todos os dias e tal) há uns dois meses, logo depois que terminei um relacionamento bem fugaz, mas apaixonante. Então ,ela me conheceu na época SOLTEIRA.

Cada solteiro tem um comportamento diferente. Cada um é cada um. Alguns curtem como podem, enchendo a cara, beijando todo mundo que vê pela frente. Outros ficam mais quietos. Alguns alternam essas fases… O solteiro é livre, pode fazer o que quiser, gente!

Agora, as pessoas comprometidas, para mim, tem que ter uma postura. Se está com uma pessoa, ele está com uma pessoa! De que vale namorar (mesmo à distância) e viver se enganando, fazendo malabarismos para não magoar alguém ou para manter  fama de bonzinho, com o risco de passar por filhadaputa ou outra coisa?

Só perdoo minha amiga porque ela nunca me viu namorando. E namorando eu sou megainsuportável de tão fiel – e óbvio que eu exijo o mesmo. Mas antes disso, eu exijo a verdade. Ou seja, se o cara quer ficar com outras, que me fale. A gente termina e fica tudo bem.

Quem é o mais certinho? O solteiro que pega todo mundo MAS QUE É FIEL quando namora, ou o namorado perfeito da sua melhor amiga que, quando viaja, pega todo mundo? Ou a esposa “exemplar”, mãe orgulhosa, que foge às duas da manhã para encontrar-se com o amante?

Quem é mais certinho? O solteiro que assume ser cafajeste? Ou o Príncipe com toda a pinta, mas que beija plebéias quando a oficial viras as costas?

Pense nisso…

Eu ainda prefiro ser DE VERDADE
Do que fingir personagens para ser aceita em sociedade
Porque só fica do meu lado quem realmente me conhece
E quem me aceita do jeitinho que sou

Eu Já…

  • Decorei o Soneto do Amor Total, para recitá-lo ao pé do ouvido de quem eu gostava no dia dos namorados;
  • Gravei um cedê cheio de MP3 com mais de cem músicas brasileiras para um namorado que ia embora. E eu dei pra ele também os meus óculos escuros que praticamente faziam parte de mim – como se fosse um pedaço que ele levaria, para não sentir falta.
  • Viajei muitos quilômetros para viver um grande amor;
  • Fiz um site com todos os nossos cartões virtuais e todas as resenhas de todos os filmes que assistimos no cinema, juntos. E daqueles que pagamos para entrar e acabamos não vendo também…
  • Fiz um blog que fez sucesso, assinando com uma foto e um nome diferente – e era todinho dedicado a um relacionamento secreto que durou uns cinco anos (o blog permanece vivo, a personagem também);
  • Fiquei horas esperando na sacada do prédio, o meu amor passar… depois de quize dias de viagem;
  • Disse o primeiro “te amo” da minha vida no meio de um suspiro, bem baixinho – eu tinha 20 anos. Ele não entendeu e fez eu repetir. Quando ouviu, falou milhares de vezes “eu também te amo, te amo muito, te amo, te amo, te amo.” Ele nunca tinha ouvido… e falou tudo isso olhando nos meus olhos.
  • Recebi rosas vermelhas em um feriado, com um pedido de desculpas LINDO – mesmo assim hoje eu detesto flores. Elas me lembram sempre que algo ruim aconteceu para que chegassem…
  • Recebi um cartão dizendo que eu era a primeira pessoa por quem a pessoa tinha se apaixonado. E antes disso, ele considerava isso impossível.
  • Fiz um roqueiro ir num show de forró, funk e pagode, só para ver se ele gostava mesmo de mim;
  • Fiz também um roqueiro ir no Parafolia comigo. Demorei uns três meses para beijá-lo…
  • Ouvi meu namorado cantar “My Girl” num karaokê, errar toda letra e mesmo assim, continuar até o final
  • Chorei quando ele colocou  “Tiny Dancer” para eu ouvir, a fim de fazer as pazes depois de uma briga.
  • Tentei aprender contrabaixo, só para parecer mais cool.
  • Emagreci oito quilos para parecer mais bonita para o meu amor…

Sim, eu já fui mais romântica que hoje em dia. E eu gosto de me lembrar disso.

Um Bilhetinho

Para quem ousar vestir a carapuça

Sejamos francas. A gente não se conhece. Nunca trocamos uma palavra sequer, nem virtualmente, pelo menos, assim, diretamente, como estou fazendo agora. Ou tentando.

Talvez você nem saiba que este espaço exista – mas com certeza as pessoas que sempre falam de mim para você, conhecem. Sim, conhecem muito bem.

Ouvi dizer que você me odeia por algum motivo que eu não entendi bem, mas decerto, não o fiz sabidamente. Peço desculpas se pareceu proposital. Outra coisa… Você é adulta, tens uma experiência de vida, deves ser madura.

Não sei o que aconteceu de tão grave para, de repente, aproximares-te de pessoas imaturas, não tão vividas e que precisam de tanto álcool para entorpecer a dor. Que dor é essa que te faz brincar de ser criança – no sentido ruim da palavra – novamente, e com pessoas que teimas em dizer que são teus amigos, mas na verdade, são de um mundo que queres pertencer e não pertences?

Viva a sua vida, querida. É sério. A gente nem se conhece. Você sorri. Diverte-se. Tem saúde. Não entendo o mal que eu lhe causo… e nem quero entender porque o argumento deve ser fraquíssimo como sua índole desconhecida.

Siga em frente, olhe para a frente. O seu rumo é diferente do meu. Seus caminhos são inversos. Suas verdades sobre mim, totalmente equivocadas.

Não sou o que escrevo (frase esta, insistentemente repetida porque NINGUÉM entende). Para me conhecer, só convivendo. Só sentindo. E se você não faz questão disso, simplesmente, esqueça-me.

Não preciso provar nada para ninguém, mas é preciso ter PAZ.

E é isso o que busco e o que desejo a você.