Para quem ousar vestir a carapuça
Sejamos francas. A gente não se conhece. Nunca trocamos uma palavra sequer, nem virtualmente, pelo menos, assim, diretamente, como estou fazendo agora. Ou tentando.
Talvez você nem saiba que este espaço exista – mas com certeza as pessoas que sempre falam de mim para você, conhecem. Sim, conhecem muito bem.
Ouvi dizer que você me odeia por algum motivo que eu não entendi bem, mas decerto, não o fiz sabidamente. Peço desculpas se pareceu proposital. Outra coisa… Você é adulta, tens uma experiência de vida, deves ser madura.
Não sei o que aconteceu de tão grave para, de repente, aproximares-te de pessoas imaturas, não tão vividas e que precisam de tanto álcool para entorpecer a dor. Que dor é essa que te faz brincar de ser criança – no sentido ruim da palavra – novamente, e com pessoas que teimas em dizer que são teus amigos, mas na verdade, são de um mundo que queres pertencer e não pertences?
Viva a sua vida, querida. É sério. A gente nem se conhece. Você sorri. Diverte-se. Tem saúde. Não entendo o mal que eu lhe causo… e nem quero entender porque o argumento deve ser fraquíssimo como sua índole desconhecida.
Siga em frente, olhe para a frente. O seu rumo é diferente do meu. Seus caminhos são inversos. Suas verdades sobre mim, totalmente equivocadas.
Não sou o que escrevo (frase esta, insistentemente repetida porque NINGUÉM entende). Para me conhecer, só convivendo. Só sentindo. E se você não faz questão disso, simplesmente, esqueça-me.
Não preciso provar nada para ninguém, mas é preciso ter PAZ.
E é isso o que busco e o que desejo a você.