Last Nite

Ontem, sentia-me um tanto solitária pela possibilidade de sair e probabilidade de não poder… resolvi ligar para a fiel escudeira de baladas: Sweat (cujo apelido não provém da tradução da palavra, e sim, da música) ou Su.

Fomos a um barzinho, beber, comer e jogar conversa fora. Estávamos justamente, fazendo isso (adiós, dieta!), quando chega um Deus Grego lindo, alto, loiro, forte e senta SOZINHO bem na minha direção (adiós, concentração!). Fiquei vesga. Com um olho na Su e um (no que vamos chamar de) Baco (uma vez que Dionísio é um nome comum e Baco é o Deus correspondente a ele, na mitologia romana).

Sweat concordou com a minha admiração, mas - como sempre - cismou que o cara era bem mais novo.
- Não, Su… ele deve ter uns trinta anos… tem rugas!

E começou a teimosia. Eu dizia 31 e ela dizia 23. Ganharia um frozen de tangiroska quem chegasse mais perto.

Pedimos para o garçom perguntar. Só isso, nada de nomes, telefones, declarações… só queríamos saber a idade do carinha para definir a pagadora da bebida.

Minuto depois, na mesma hora em que o garçom nos entrega o bilhete que ele havia escrito, chega uma garotinha de uns dezenove anos, meio gordinha e de cabelo obviamente alisado, e SENTA NA MESA DELE!

Conteúdo do bilhete:
O Bilhete de Baco

Perdi a aposta, mas ganhei um telefone. Ok, de mais um canalha, eu sei, pra minha coleção.
Então: VAMOS BRINCAR!!!

Torpedos:
- Você poderia estar bem melhor acompanhado…
- Eu concordo!
- Quem sabe um outro dia…
- Estarei à espera.
- EU estarei à espera, depende de você.

Então chegaram a prima da Su com o namorado que - por coincidência ou culpa da cidade provinciana, que apesar de ser grande, todo mundo se conhece - conhecia a acompanhante do Baco. Ela era amiga da prima dele. Rimos muito!

Chegaram mais uns dois rapazes, amigos do namorado da prima da Su, e mais um tiozão carioca metido a jovenzinho. Uma mesa de duas pediatras, uma médica recém-formada, um médico tiozão e três odontólogos. Mesa lotada, divertida, mas como a Su tinha plantão… saímos cedo.

Quando eu já estava de olhos fechados, cabeça no travesseiro e pensamento longe, toca o celular:
- Estou convencido! - era o Baco
Sorrio vitoriosa: Que babaca, penso. Homens são mesmo imprestáveis. O cara acaba de sair com uma garota, chega em casa e liga pra outra. Será que ele levou mesmo as brincadeiras à sério? Ai, como são idiotaaaassssss….
- Que bom! - respondo. E penso: Deixa eu dormir!

Tu acreditas que depois disso, ELE LIGOU?
Todo bobo, sem jeito, meio tímido. Falou que eu mandei as mensagens na hora certa (?). Parecia estar cagando nas calças. Um homem alto, lindo, loiro, forte e, supostamente, inalcançável, estava com uma baixinha, gordinha e de cabelo alisado, ligando para uma pediatra reclamona, tagarela que não respeita mais os homens.

Cansei de entender.

PS: O título faz menção à música dos Strokes.

3 Responses to “Last Nite”

  1. ahuahuhauahuahua
    que otário!

    Jazz, você merece coisa melhor, com certeza!

  2. kkkkkk Homens, homens…

    Bjinhos!

  3. [...] bem, tratava-se de um torpedo pra lá de inusitado. Era o BACO!!! Qual não foi a minha surpresa (boa!) quando eu li a seguinte [...]

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