No dia 1º de maio, aqui em Belém muita gente aproveitou para enforcar a sexta-feira de trabalho. É claro que o meu não foi incluso, mas eu preferi curtir a quinta-feira como se estivesse.
Ontem à noite, chamei a Sweat para sair. Programa light, tipo um barzinho com música ao vivo. Como diz a Milla, amiga da Su que nos acompanhou na aventura: “Em cidade que não tem mar, vamos para um bar“.
Passamos nos bares manjados da Almte. Wandenkolk e todos pareciam lotados. Então, Milla, com a sua sapiência noturna de recém-solteira, sugeriu-nos conhecer ao novo bar da moda: Boteco São Matheus.
Ambiente bem decorado, um cara com violão e bateria tocando rock acústico (Banda Hannover: com um repertório que inclui Cranberries, Jack Johnson, Coldplay e Oasis), muita gente bonita E DA MINHA IDADE. Havia uma mesa bem ao nosso lado, repleta de homens bonitos, alguns deles, médicos. Aliás, havia muitos médicos no local, ex-internos, ex-residentes… Encontrei vários conhecidos por lá.
À meia-noite, o celular tocou. Eu juro que pensei que se tratava de uma mensagem de minha mãe dizendo para eu tomar cuidado, uma vez que duas amigas dela tinham sido roubadas, no dia, e ela teve que acompanhá-las à delegacia para prestar queixa e ficou impressionada com o clima da prisão.
Pois bem, tratava-se de um torpedo pra lá de inusitado. Era o BACO!!! Qual não foi a minha surpresa (boa!) quando eu li a seguinte mensagem:
Ho, ho, ho! Eis uma coisa que eu não esperava… Pois bem, é claaaaaaaro que eu topei sair, né? imagina… um Deus Grego (ok, com nome de Deus Romano, mas fui eu que batizei, então pronto!).
E, olha, eu nunca fui tão surpreendida na vida!
Saí com ele com aquela imagem de canalha do dia em que o conheci. Mas pense num menino que, além de bonito e saradão, ainda tem conteúdo. Um puta de um cara novinho, cheio de vivência, histórias, decisões que foram tomadas cedo e que ajudaram-no a amadurecer.
Conversamos das nove horas da noite até as quase duas da manhã. Puxa, que menino (sim, ele tem 23 anos, é um menino) admirável! Super maduro, culto, com bom gosto. Olha… isso tudo é para demonstrar que eu pude julgá-lo apenas por aquela atitude do dia em que o conheci. O preconceito que eu tanto abomino…
Vamos admitir, agora: Sim, existe um homem lindo, alto, forte, loiro de olho azul, culto, inteligente, bom papo, educado, cavalheiro e nada deslumbrado. Humilde e que pode ser um amigo de longa data e que não é gay!
Sim, estou pasma!
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