Éramos três amigos viciados em internet e em mIRC, grande moda da época, em um canal (sala de bate-papo) de quiz. Eu era recém-solteira de um namoro de quase dois anos, ela era ruiva e solteira e ele era noivo.
Eles eram os meus dois melhores amigos, na época. Estavam sempre ali, quando eu mais precisava. Os três um tanto caseiros, um tanto nerds, um tanto na deles. Mas ele e ela ainda não se conheciam. Como se conheceram?
Certo dia, ele me convidou para ir ao cinema. Eu não via nada demais, só que em Belém – apesar de ser “metrópole”, não deixa de ser provinciano pelo fato de quase todo mundo se conhecer, de alguma forma. Então seria muita queimação eu sair sozinha com um cara praticamente casado. Unindo o útil ao agradável, convidei-a para nos acompanhar.
Era dia de estréia – e eu não tinha idéia disso – o cinema estava lotado, o que prolongou a nossa conversa pré-filme. Os três se conheciam pessoalmente naquele dia. E os dois, sabiam da existência um do outro pelo meu intermédio.
O programa mais divertido do final de semana era sair com eles. Nós éramos grande amigos. E foi duro quando ele terminou o noivado por ter descoberto que a noiva era uma grande salafra. Ele vendeu as alianças, desabafou, mas ali, forte.
Ela se apaixonou (na verdade, já estava apaixonada bem antes!). Ele terminou o noivado e começou a se abrir. Certo dia, eu faltei em algum dos nossos encontros, quando ela o beijou. E os dois começaram a namorar.
Isso foi há cinco anos e perdura até hoje. Num namoro sólido e consistente. Porque quando se pensa nele, é inevitável não pensar nela. E quando se fala nela, é óbvio que também estaremos falando dele.
E eu assisto a tudo isso, muito orgulhosa de ter contribuído. Na verdade, eu só dei aquela forcinha para o destino. Um empurrãozinho de nada para que eles fizessem o resto.
Não estou falando de um simples namoro. Nanani-na-não! Porque namorados, eu conheço muito outros que estão por aí há mais tempo, mas sem nenhum respeito, sem nenhum altruísmo.
E estou é falando de AMOR.
* Outra história linda, mas que eu acompanhei de bem longe. E sempre me emociono quando eles são citados: Ian Black e Marina Santa Helena.
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Só te digo “Ainda bem que eu fui naquele cinema”.
Isso é a prova de que algumas coisas acontecem
mesmo quando as circunstâncias não ajudam nem um pouco.
Lindo texto, linda homenagem. Mas não me faz chorar
assim amiga, borra o blush. heheh
=)
Como te falei no MSN, se eu fosse sensível tinha chorado também. =P
Achei sensacional a homenagem! Muito legal da sua parte, Jéssi. =)
E na verdade ainda temos 2 meses pela frente até completarmos 5 anos. =))
Uma grande verdade!
Ja vi muitos casos bem parecidos .
Que história linda!
Desejo felicidades aos seus amigos!
Essas coisas são as maiores provas que o amor realmente existe, né? E acho que um dia (pode ate demorar para uns) mas ele sempre vem… basta só aproveitarmos a oportunidade! =)
beijos!