Jazz, a Estranha

“Você é estranha!”

Disso eu sei há muito tempo e até me orgulho. Sou incomum, minoria, o indizível.

De superficialidades estou cheia… amizade é compartilhar. Eu te mostro a minha vida, você me mostra a sua e a gente divide as experiências.

Se a sua vida não é tão interessante para você, ela até que pode ser para mim. A minha não é nada interessante, e é por isso que eu escrevo. Falo dela aqui, para quem quiser ler. Mas não fico falando dela por aí.

Eu prefiro escutar sobre a sua. Descobrir novos mundos. Você se tranca, eu me afasto. Não quero conversar sobre trivialidades… Esses assuntos podem ocorrer mas não devem ser os únicos.

Eu não tenho pena de ninguém. Posso ter empatia, mas não pena. Eu quero saber sobre a sua vida, mesmo que você esteja cheio de problemas, dores, rumores. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Eu quero saber dos dois lados. Provar a delícia e compartilhar a dor.

Paciência! Não sou o que lhe falaram. Não sou o que lê. Eu sou particular, peculiar, diferente, excêntrica. Problemática talvez. Intensa. Poupe-me do morno. Quente ou frio, está beleza!

Não sou o que era em 2006. Sou Jazz 2008. Quem falou de mim nem me conhece mais. Sumiu, não fez questão de acompanhar a minha evolução. E eu? Só valorizo quem me valoriza.

Sim, como você falou, sou egocêntrica. O mundo pode não girar ao meu redor, mas o MEU MUNDO gira, sim. Desde a hora em que eu acordo até a hora que durmo. Se o SEU MUNDO não aceita isso, é bom que as órbitas não se cruzem, pois os eclipses podem ser fatais… como foi o de ontem.

E a vida continua – em altos e baixos, como sempre.

Sabe, desde que eu perdi o amor-da-minha-vida em 2003 (sim, faz quase cinco anos) eu aprendi que a gente sobrevive com a perda. E vivemos perdendo, né? Só que depois a gente ganha. Mesmo que o presente não seja lá tão interessante quanto o anterior.

Então, meu caro, eu não dou murro em ponta de faca. Se não me quiser no seu mundo, eu não lhe quero no meu. Se eu não tenho direito em saber da sua vida, não há nada mais a dizer além de adieu.

Para E.G.

Adieu

Um pensamento sobre “Jazz, a Estranha

  1. “Se não me quiser no seu mundo, eu não lhe quero no meu. Se eu não tenho direito em saber da sua vida, não há nada mais a dizer além de adieu.”
    gostei dessa sua atitude.
    suponho que a vida seria mais fácil se todas as pessoas se dessem por inteiro, diariamente, nas tarefas rotineiras, nos amores que aparecem, nas amizades, nas responsabilidades e diversões … e respeitar o momento de cada coisa! =)

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