O dia em que quase morri…

Era noite, eu estava com o meu noivo alto, loiro, forte, brancão e careca, que trabalhava como motorista numa empresa gigante, em alguma comemoração da família. Sim, eu namorava um motorista de empresa.

A comemoração era em casa de uma tia, mas de repente, na volta para casa (voltando sozinha no carro, com meu irmão me seguindo no outro, acompanhado da minha mãe) em uma estrada semelhante à ida para a Lagoa da Conceição em Florianópolis, em alta velocidade…

Quando o meu veículo, denominado Pablo Pimenta, bate “de com força” contra uma daquelas barreirinhas laterais que evitam do carro desmoronar moror abaixo em caso de colisão. Só que o baque foi tão forte que o carro voou (comigo dentro, óbvio) e capotou umas três vezes no alto. Eu só ouvia meu irmão gritando de lá debaixo no outro carro – agora parado, observando o meu girar no ar.

Enfim, eu senti tudinho, frio na barriga e medo de quando o carro se espetifasse no chão. Comos eria a sensação de morte? eu sentiria dor? O problema é que ele nem chegou ao chão, uma árvore o acomodou e deu pra eu tirar o cinto de segurança, sair pela janela e pendurar-me num galho antes que o carro caísse – pelo peso que o tronco não iria suportar por muito tempo – e, agora sim, encontrar-se-ia ao chão.

E então eu desabei chorando de alívio, nos braços do meu irmão e de minha mãe, que torciam também para que eu não morresse ali, com toda a consciência de que a minha vida estava por um fio e que, por pura sorte, não foi dessa vez que eu fui dessa para uma melhor (?).

Não estou com planos de morrer por agora. E depois do acidente, do qual ganhei apenas alguns aranhões infectados por causa da madeira que feriu a pele, acho que ficarei por aqui por muito mais tempo.

E sim, agora terei mais calma e menos ânsia para elaborar qualquer coisa – e sem trocar os pés pelas mãos.

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Um pensamento sobre “O dia em que quase morri…

  1. Nossa Jazz, que história!
    Pior que eu também já sofri um acidente de carro … este meu acidente também foi considerado grave, mas por um milagre mesmo eu sai viva dessa e sem um arranhão! Realmente, não era a minha hora … e no seu caso… também não era a sua! Graças à Deus! Devemos ser gatas! Temos ainda 6 vidas!

    =P

    beijocas!

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