Preconceito

Diz o Aurélio:

Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida.

É difícil livrar-se dele, quase impossível, na verdade. A primeira impressão é a que fica? Ditado popular mais falso não existe… Certamente, a primeira impressão é sempre a errada, a repleta de preconceitos e julgamentos infundados pessoalíssimos.

Na última semana, eu encontrei com um rapaz na portaria do prédio: aquele vizinho gato que é fiscal da fazenda e super educado. Ele viu o meu pé com o tensor e perguntou como eu estava e o que tinha acontecido. Conversa breve, sem intenções, apenas por educação.

No dia seguinte, encontrei-o meio nervoso, pois havia perdido sua carteira de motorista no supermercado. Comentei brevemente, também, para ser educada e despedi-me. No outro dia, interfonei para perguntar se ele tinha achado a carteira – para ser simpática, um pouquinho além de “simplesmente educada”, e aproveitei para engatar um papo e a gente se conhecer melhor.

Descobri que o cara é carioca e tem aquele sotaque insuportável. Que mora sozinho há três anos e apesar disso, nunca arrumou sua própria cama e nem a sua própria casa. Que quando não tinha empregada, deixava como estava. Que tem uma máquina de lavar roupas e não sabe usá-la, e nem pretende saber! Pelo risco que se tem de acostumar e começar a fazer isso todos os dias.

Como se liga isso?

Putz! Ainda bem que engatei um papo por interfone e não o convidei para tomar um café na cafeteria da esquina de casa, que era a idéia inicial (Muito medo dele!).

Existem preconceitos de idealização e o de menosprezo, sem falar nos outros mil tipos. O importante é superá-los, buscando a verdade por trás da aparência ou do que induziram-nos a pensar.

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9 pensamentos sobre “Preconceito

  1. Preconceitos, pré-julgamentos….tudo que é pré é ‘pré-cipitado’ também. Mesmo que depois a gente se decepcione, mesmo que a gente se surpreenda, vale a pena termos a oportunidade de conhecer o outro por nossos próprios meios.
    Gostei daqui. Li outros posts. Irei voltar para ir conhecendo mais essas Poucas Palavras.
    Abraços by Exposta

  2. Jazz, olha eu aqui, depois de um longo tempo sem passear pela vizinha bloguística… cara, to rindo aqui do seu relato. eu passei por situação semelhante, tive uma leve queda por um guri da facul, mas meu amor acabou qdo vi o pé dele, era horrível. sem falar que ele só ouvia Pais e filhos da Legião Urbana, e dava um trabalho em casa aos pais… “disciplina é liberdade”, foi o que [não] disse. mas bateu uma vontade… pequenos defeitos, grandes burradas. hahahaha um beijo, menina do pé bonito!

  3. Mas dio cristo, como ele conseguia roupas limpas então??

    Ahh… eu sou a Cintia, a autora do texto sobre a “Sindrome de Namoros Adolescentes”, hehehe. Tentei deixar um comentário no seu texto, mas não consegui. Vou por aqui então!

    É complicado mesmo terminar namoros. Eu não conseguia terminar o meu porque pensava que embora eu não o amasse mais, pelo menos ele me amava. Eu já não achava mais possível amar e ser amada, os 2 ao mesmo tempo. Mas eu estava enganada, ainda bem!

    Uma coisa dificil da minha solteirice foi me “acostumar” a essas relações efêmeras, de que a Ana Carolina citou ai em cima. Eu não conseguia achar graça em ficar com alguém sem sentir borboletas no estômago, mas também não queria namorar qualquer um só por namorar (que nem era com meu ex).

    Agora namoro outro cara há quase 1 ano e posso me considerar muito, muito feliz com ele. Ele é alguém que vale a pena, mais ou menos como vc falou no final do texto. E eu já o conhecia desde criança! Tava bem do meu lado, esse tempo todo!

    Muito legal seu texto… Vou adicionar seu blog ao meu! Beijos!

    Cintia Brunelli

    http://lamaligna.blogspot.com
    http://mulherzinhapictures.blogspot.com

  4. Mas dio cristo, como ele conseguia roupas limpas então???

    Ahh… eu sou a Cintia, a autora do texto sobre a “Sindrome de Namoros Adolescentes”, hehehe. Tentei deixar um comentário no seu texto, mas não consegui. Vou por aqui então!

    É complicado mesmo terminar namoros. Eu não conseguia terminar o meu porque pensava que embora eu não o amasse mais, pelo menos ele me amava. Eu já não achava mais possível amar e ser amada, os 2 ao mesmo tempo. Mas eu estava enganada, ainda bem!

    Uma coisa dificil da minha solteirice foi me “acostumar” a essas relações efêmeras, de que a Ana Carolina citou ai em cima. Eu não conseguia achar graça em ficar com alguém sem sentir borboletas no estômago, mas também não queria namorar qualquer um só por namorar (que nem era com meu ex).

    Agora namoro outro cara há quase 1 ano e posso me considerar muito, muito feliz com ele. Ele é alguém que vale a pena, mais ou menos como vc falou no final do texto. E eu já o conhecia desde criança! Tava bem do meu lado, esse tempo todo!

    Muito legal seu texto… Vou adicionar seu blog ao meu! Beijos!

    Cintia Brunelli

    http://lamaligna.blogspot.com
    http://mulherzinhapictures.blogspot.com

  5. Poxa Jazz, só por isso que você não quer mais papo com o cara?!

    Ele deve ter outras qualidades, as quais, não deve ter tido tempo para falar pelo interfone! =P

    Eu também não sou lá muito de arrumar sempre as coisas, raramente eu arrumo a minha cama (ai que vergonha confessar isso! =P) … e tenho as minhas qualidades…. esse cara aí também deve ter… dá mais uma interfonadinha pra ele, vai?! =P

  6. Pingback: 1° de Dezembro – Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e o Preconceito « Poucas Palavras

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