Minha paixão por pessoas: como tudo começou…

Há algum tempo eu estou investindo muito do meu tempo em deixar de ser egoísta. Este ano, o ano em que filamente consegui a liberdade (terminei a residência: agora não vivo mais trabalhar e sim, trabalho só para viver e viver bem), li muitas coisas para que me ajudassem a ser mais feliz.

Blogs de amigos, filosofia, budismo e até livros de auto-ajuda. Quando eu li Matthieu Ricard, sobre a plastificação da mente, muitas luzes se acenderam.

A fim de parar de olhar mais para mim eu comecei a olhar – até demais – para o mundo dos outros. Ouvir suas histórias, interessar-me de verdade e mergulhar fundo a cada pessoa qeu estivesse na minha frente, ou na minha tela de computador.

E veja só… com isso eu aprendi que todo mundo tem a sua razão. Se a mulher à sua frente, no trânsito, está mais lenta que as outras, ou ela tem algum problema de saúde, bursite (braço dolorido) ou deve estar com uma criança no carro. Se uma mulher é ríspida com todos no seu trabalho, ela também só quer ser ouvida pra ser entendida… Na verdade, o marido dela a deixou por uma vizinha dez anos mais nova que ela e ela teve que se virar sozinha para criar os quatro filhos e depois disso, não namorou com mais ninguém.

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já dizia Caetano… o que as pessoas não sabem é respeitar essa dor, só querem saber da delícia… Eu não sou perfeita, tenho meus defeitos, assim como você também tem os seus. Se não me agradam, eu não vou tentar mudar a pessoa, apenas aceitar. Se me incomodam tanto assim, o problema é meu (porque incomoda a mim, este defeito), eu vou me afastar, certo? Tentar mudar outra pessoa é que não pode!

E saber ouvir, nossa, faz com que as coisas fiquem mais claras. Todo mundo tem a sua versão da história, e no fundo todo mundo tem razão.

Cada um tem a liberdade de fazer com o que quiser de sua vida.

O único direito que a gente não tem é o de machucar alguém.

(Jazz)

Nessa viagem, eu ouvi de tudo, marinheiros, civis, gente safada, gente certinha, coitadinhos, de tudo! E eu me apaixonei por tudo o que ouvi e por todas aquelas pessoas que estavam ali fazendo parte de um cotidiano totalmente diferente do meu usual.

Esta viagem mudou a minha vida, sim.

E a cada dia que passa, cada pessoa nova que eu conheço e que se abre para mim, emociona-me.
Porque contando sobre eles, eu aprendo muito mais sobre mim.

Desfocada porque a lente estava suja de manteiga (hehehe)

Um pensamento sobre “Minha paixão por pessoas: como tudo começou…

  1. Verdade, cada tem tem lá as suas razões, mas o problema é quando não respeitamos as dos outros… e isso acontece quase sempre…

    e sobre aprender com os outros…é inevitável…até mesmo com a leitura de um blog…. elas sempre deixam um pouco delas em nós! 😉

    Jazz, beijão!!! =)

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