“Você não me ensinou a te esquecer”

Com o título inspirado em uma das canções mais melodramáticas da música popular brasileira, venho aqui (d)escrever sobre o fim dos relacionamentos e, claro, sobre recomeços.

Todo término é um trauma e gera outros, cicatrizes, mágoas, decepções, mesmo quando é um consenso. Readaptação, e novamente, vemo-nos sós. Marasmo? Não… Igual a antes? Também não!

Há pessoas que se revoltam, ficam com raiva do ex, mandando e-mails, mastigando aquele nervo de uma carne que não passa pela garganta de jeito nenhum. E até engolí-la, leva tempo…

Tem gente – os mais resolvidos e maduros – que cospe essa carne indigesta fora e olha para frente, segue a sua vida. Olhando para trás vezenquando, sim, mas não com olhos vermelhos de raiva e sim com olhos azuis de aprendizes.

Depois de um relacionamento é preciso um período de pausa, reflexão. Ele não precisa ser longo, mas o suficiente. Nessa época, os amigos são essenciais, pois eles lhe darão a segurança de que você não está só, apesar de estar solteiro.

Distrair-se, continuar seguindo suas metas ou traçar novas é fundamental. Recuperar alguns amigos que ficaram na estante, esperando uma oportunidade para um abraço e não estavam entre as prioridades de quando você namorava, rever seus conceitos

Aprender que não é porque não deu certo com você que a pessoa não presta. O amor acabou, ponto final. Não precisa dramatizar! Você sabe que virão outros, mais coloridos, mais emocionantes, talvez mais entediantes, nunca saberemos.

O importante é continuar vivendo, divertindo-se, dançando, sorrindo… quando menos esperamos ele vem, mais forte, avassalador, talvez decepcionante, no final das contas…

A vida implica em riscos. De sair-se bem ou mal – vale a pena arriscar!

Quem sabe a próxima história não tenha mais páginas? E se tiver menos páginas, talvez estas sejam mais interessantes. Mas, por favor, não pare de escrevê-la, ok?

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5 pensamentos sobre ““Você não me ensinou a te esquecer”

  1. Uma ótima maneira de entender nossos sentimentos é escrever sobre eles. É quase uma terapia. Parece que isso nos ajuda a entender e organizar em nossa mente o porquê de certas coisas não terem ocorrido do modo que gostaríamos. Concordo plenamente com seu post, e no período atual da minha vida, com 8 anos de casado, percebo que diversas decepções que tive nesse campo quando eu era solteiro serviram para descobrir com quem eu queria viver pro resto da vida!

    Um abraço!

  2. Faz tanto tempo que terminei um relacionamento que se daqui para frente, se tiver que terminar este e recomeçar outro, e terminar, terei maior dificuldade, mas, as situações e as circunstancias nos ensina a resolver estas questões. Alguns perdem a razão e partem para os tais crimes passionais… puro descontrole emocional, racional…

  3. Eu cuspo fora no blog e sigo em frente, ainda que as coisas teimem em retornar. Infelizmente quem me lê pensa que sou só aquilo, um eterno melancólico ou algo do tipo.

    PS: meu computador me deixou na mao de novo. Me viro no Palm pra te fazer a costumeira visita. Beijos.

  4. A vida consiste em acertos e erros, e pra erar temos q viver e arriscar, e por fim acreditar em si mesmo e nas coisas que podemos viver, se naum acreditar não se vive e se não arriscar não se acredita, temos varios defeitos um deles é o poder esquecer, viver … acreditar e arriscar.

  5. Não é facil não…Todas as colocações são muito enriquecedoras na medica que nos colocamos como observaores do comportamento de todos e talvez, uma das receitas, se é que se tem receita. A grande verdade é que realmente, escrever oganiza-se as idéias, amigos, se é que se tem, na pior das hipóteses é bom vê-los procura-los, tira-los até dos “armários”, mas me parece que tem um algo mais, algo que em alguns casos e, acho que é o meu, tem-se o prazer em sofrer, se martirizando, velando-se o fato, culpando não ao outro pelo ocorrido mas, colocando em si mesmo as responsabilidades pelo insucesso do relacionamento. Mas me vem uma frase que diz: ninguém é de ninguém e não existe a tal cara metade. Se amamos temos que deixar ir pra onde quiser e se nos amamos temos que proporcionar ao outro aquilo que desejaríamos que nos proporcionasse. Mas dói muito o desenlace e as vezes eu não me conformo, choro copiosamente, tomo remédios para dormir, busco prazeres que mudam minha vibração mental, as vezes até para baixas vibrações, mas tento me reeligar com Deus, oro, falto serviço, me consolam, tenho surtos de melhora e me vejo só e novamente o ciclo vicioso. É…. acho que sou um poetea doente que faz da vida um suicídio da alma e o corpo compadecendo…não sei até quando vou viver assim. Tudo pode naquele que confia, mas não estou em condições de confiar em alguém. Amém!

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