Porque as relações acabam?

Eu já postei aqui sobre os casais que, ao invés de somar, anulam-se.
Também já falei sobre o tal medo – pavor – pânico de ficar só.

Enquanto homens da minha idade curtem a solteirice saindo todos os finais de semana para pegar mulher, eu e minha solteirice matutamos sobre a solidão e os erros dos casais que já estão juntos e bem que poderiam ser mais felizes, se fossem mais fiéis a si próprios.

Mulheres e homens são diferentes e sempre serão. Mesmos direitos? talvez. Mesmos deveres? não sei. Nunca serão iguais e é isso o que eu venero na alma masculina – que eu sei que tenho.

Os homens quando namoram; a maioria deles, talvez; quando namora, está tão maravilhada com a mulher (porque para um homem se meter a namorar uma mulher, ele tem que estar bem certo disso – já uma mulher carente, pode namorar qualquer um que disser alguns elogios para ela ou abrir a porta do carro – ok, ou mandar uma barca de sushi, que seja!), que quer curtir só o que é bom no relacionamento. Evitar D.R.’s, aceitar colo e aconchego, preferir devedezinho em casa debaixo do edredom, ou um beijinho no final do dia, depois da academia.

A maioria das minhas amigas, quando namora, CASA. Ou, o seu mundo vira namorado-cêntrico. Todos os seus afazeres são dependentes dos afazeres do namorado e ai deles, se eles não fizerem o mesmo!

Acontece, amigas, que eles não querem cobranças, eles querem apenas se divertir. Sorrir, estar bem, dividir experiências, ter com quem falar, onde apoiar o ombro quando quiserem desabafar, querem ter em quem confiar. Não querem servidoras ambulantes durante vinte e quatro horas. Se ele te amar, querida, ele vai entender quando não puderes sair com ele para fazer as unhas, afinal, tens que estar apresentável quando ele for te apresentar para os pais, não é mesmo?

Estando 100% juntos, quando haverá o beijo de saudade? Se não levares o celular para a academia, aposto que seu namorado não vai morrer, como tu pensarias, caso ele não te atendesse porque está numa reunião, não é mesmo?

Então… o meu único namoro longo durou dois anos. No primeiro ano, eu era como ele, relaxada, confiante, curtia o namoro apenas quando dava, afinal eu estudava em horário integral. E ele me amava, entendia e a gente era feliz. No segundo ano, eu me transformei nessa namorada que vive em função dele e o que aconteceu? terminamos. Aliás, eu terminei com ele quando o vi infeliz. Chorei durante um semestre seguido e nunca mais encontrei um namorado, assim com todas as letras e um negrito bem aplicado.

Portanto, antes de errar, senhoritas, tentem aprender com o erro dos outros.

Depois não digam que eu não avisei.

5 pensamentos sobre “Porque as relações acabam?

  1. oi? cara, isso é leitura obrigatória pras menininhas que tem por ai tentarem aprender a virar mulher. Como me disse uma amiga e ex, “existe uma diferença entre individualidade e individualismo” – conheço vários casais por ai que ficam com aquela besteira de “nós somos um só”, e pouco depois já não se aguentam mais.

    com certeza vai pro twitter o link. e depois eu volto pra ler mais =*

    beijos Jazz!

  2. Pingback: Blog da Ater aparece na 27º posição no Wordpress! « Criação de SItes

  3. Querida Jazz,

    as relações acabam quando já se extinguiram. Parece óbvio, mas vou tentar explicar…

    Uma relação sempre se estabelece entre duas coisas. Mesmo quando nos perdemos em pensamento, em autoanálises, há uma relação entre duas pessoas: quem sou e quem quero (ou devo) ser.

    Se namoro alguém e esse alguém passa a ser minha cópia, minha sombra, parte de mim, não faz sentido se falar em “relação”. Relação entre mim e quem? Se a outra pessoa passou a ser parte de mim? Ou se ambos somos agora uma massa disforme de ações e sentimentos que só vagamente lembram duas pessoas que se amam?

    Nessa hora, um dos dois se sente sufocado e buscará se livrar do outro, de forma consciente ou não. Ou ainda aquele que foi anulado será preterido por alguém mais interessante, que represente algo que não faz parte de mim.

    Certa vez namorei uma pessoa que dizia “sim” a tudo o que eu propunha. Apelidei-o de “namorado labigó” (labigó é aquele tipo de lagarto que anda por cima dos muros e balança a cabeça freneticamente como se dissesse “sim”). Não havia desafio, não havia crescimento, não havia troca de energia, de experiência, nada.
    _ Vamos pro cinema?
    _Sim, vamos.
    _Quer pipoca?
    _Ótima idéia.
    _Com manteiga?
    _Pra mim está ótimo.

    Tudo era “sim, sim, sim, sim”. Um dia dei-lhe um “não” bem aplicado no meio do nariz. E fui procurar quem tivesse idéias próprias e vida própria.

    Mas também já cometi esse tipo de erro. Mais de uma, mais de muitas vezes. Acho que agora aprendi, mas só o tempo vai dizer.

    Quanto a ter um nAMORado, às vezes dá certo enquanto dura, às vezes dá certo enquanto te faz sonhar. Carpe diem. Dá certo todos os dias até o dia em que dá errado.

    (Comecei o comentário com uma frase óbvia, terminei com outra. Às vezes o que é óbvio de ler não é tão óbvio de se entender).

    Beijos!
    PS: Adoro teu blog, teus textos e tua escolha das palavras. Riscadas ou não… 😉

  4. encontrei teu blog em um momento fossa, crise no namoro…. e foi bom ler o que parece óbvio mas faz refletir…

    obrigada por ser um acalanto nesta noite turbulenta…

  5. gente , o que tem demais em ficar sozinha/o ? é normal , é melhor que mal acompanhada/o, tanta gente não casa e é feliz , tem o carinho da família , dos amigos …

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