Porque a gente a nunca sabe de quem vai gostar

O título é citação da música “Ana e o Mar” do Teatro Mágico.

História 1:

Ela é linda, nova, cabelos lisos, cheirosos, fala como se tivesse mais de 30 anos, mas acabou de chegar aos vinte. Quisera eu ter a oportunidade de ter tanta maturidade hoje, quanto ela tem com a idade dela.

Ela é sarcástica, tem um humor peculiar, inteligente à beça, boa aluna em uma faculdade super puxada.

Onde vai, rapta olhares dos mais diferentes estilos. Abusa da beleza e da sensualidade que esbanja. Todo homem que a beija, já pensa em apresentá-la para a família.

E ela é apaixonada por um playboyzinho que pensa que todas as mulheres são feitas com lacinhos para serem desembrulhados e, depois de usados, devem ser rejeitados como um brinquedinho novo dado a uma criança mimada.

História 2:

Ele é lindo, cheiroso, inteligentíssimo, cultura sem igual. Carinhoso como nunca vi. Um amigo daqueles de passar em pé, na chuva, no sol, ir à delegacia sem desgrudar de você quando você bate o carro.

Um gay romântico. Quer casar-se na praia com troca de alianças e acredita em um amor para a vida toda. Bom gosto para lugares, filmes, música. Sabe o nome de diretores, atrizes, cantores, pintores, uma coisa de se admirar.

E está apaixonado por um mentiroso, carente que precisa que todos os gays do mundo sejam apaixonados por ele para que ele possa viver.

História 3:

Ela é uma artista de quase trinta. Escreve, canta (mal, mas canta), ama fotografia, dança, esculturas, filmes de boa qualidade. Tem muitos amigos, mesmo sendo uma pessoa temperamental.

Coleciona admiradores. Usa e abusa de sua sinceridade para conquistar e até para afastar pessoas – principalmente as inconvenientes. Dona de um vasto conhecimento em cultura geral, de quadrinhos e moda até esportes e atualidades.

É apaixonada pelo único cara que não faz questão de tê-la por perto.

Resumo da Ópera: roubado de Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história

A Lei de Murphy se aplica quase sempre quando o assunto é amor. Para a história ficar mais divertida, os cupidos fazem questão de nos apaixonarmos justo por aquela pessoa que nem liga pra gente. E quando uma história dá certo, é porque, simplesmente, a pessoa teve SORTE para isso.

I know you don’t listen to me
‘Cause you say you see straight through me, don’t you?
(Coldplay)
– Leituras Recomendadas:

9 pensamentos sobre “Porque a gente a nunca sabe de quem vai gostar

  1. posso dizer que tive sorte pra isso então =) porque estar apaixonado por alguém que também está apaixonado por você é a melhor coisa do mundo =D

    as vezes, é simplesmente questão de prestar atenção em quem está ali, ao lado… As vezes, a pessoa que a gente menos espera pode ser quem mais vai nos fazer feliz 😉

    desejo toda sorte do mundo pros 3, porque eu tive essa sorte e sei como é bom =D

  2. Nunca se esqueça de que a lei de Murphy também se aplica a ela mesma:
    Se a lei de Murphy puder dar errado, dará.

    E aí os três serão felizes.

    PS: Desisti de buscar a felicidade total pra aceitar a felicidade 90%.

    Anônimo, por motivos óbvios.

  3. Tudo tem o seu tempo certo. É lugar comum, é clichê, é brega, mas é verdade. Quem muitas vezes dá certo é porque tem poucas exigências, baixa expectativa ou ambos.

    Você prefere continuar buscando o seu Santo Graal? Ou prefere um copo de requeijão? Eu não sei se seria feliz renunciando ao que sempre busquei. Acredito que jamais seria feliz, sempre achando que a mulher perfeita (pra mim) estaria por aí me procurando enquanto eu curtiria “uma casa com varanda e um jardim que não dá flor” (ver “Senhora e Senhor”, dos Titãs).

    E não importa quantas vezes a gente erra, dá cabeçada e apanha, desde que se acerte no final. Achar o amor, ainda que tarde, é melhor do que desistir e não o achar nunca.

    Continuemos procurando.

    Beijos!

  4. Bunita, tava procurando fostos do Combu e acheu teu perfil no flckr e lá achei o link do teu blog. Como costumo fuçar e ler blogs bacanudos igual ao seu. então estou comentando que o conteudo é muito massa.

    Abraços do Blue.

  5. Eu não acho que seja sorte, acho que é uma questão de amor-próprio. Sim, eu já me apaixonei por pessoas que não valiam a pena, mas ficar correndo atrás desses tipos é estupidez. E tem que saber valorizar quando uma pessoa boa atravessa o seu caminho. Será que eu tive sorte de encontrar um homem maravilhoso e que me ama? Talvez. Mas pra dar certo não basta o encontro. É preciso ter olhos abertos pra aproveitar quando o amor aparece. E fugir das roubadas que a vida coloca no nosso caminho.

    Beijos

  6. Ele não é perfeito. Muito menos tem 100% de afinidades. Mas ele é cúmplice, me ama, quer meu bem e planeja nosso futuro. Será um ótimo pai e ama a família dele. E eu o amo. Não acredito em sorte. Acredito em estar bem consigo mesma e se livrar de muitos pré-conceitos. E acredito em karma, hehehehe. Bjim. Saudades.

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