A Arte ou O Artista?

O que você prefere?

Anteontem faleceu de causa desconhecida, o cantor e dançarino Michael Jackson, de quem eu era grande fã desde os três anos de idade.

Eu tinha um ano quando ele lançou o álbum Thriller. Dois anos depois, meu pai, grande admirador de música, de quem eu herdei a mesma paixão, comprou o álbum e o executava sempre. Eu ficava feliz de andar com o LP, que seria o mais vendido de todos os tempos, debaixo do braço para onde quer que eu fosse. Afinal, o Michael Jackson era meu ‘namorado’. Ele era negro, na época, lindo, performático e dançava muito bem – eu o acompanhava SEMPRE, imitando seus passos pela tela da televisão.

Aos meus seis ou sete anos de idade, de tanto dançar, mamãe me matriculou na escolinha de dança moderna para que aprimorasse meus passos. Foram sete anos de dedicação à dança, ao jazz e ao sapateado.

Posso dizer que Michael Jackson mostrou à minha mãe que eu era mais do que o reflexo da paixão do meu pai pela música. Eu tinha um amor pela dança, libertado pelos clipes inovadores de Jacko.

Aprendi a fazer o moonwalk com ajuda do meu irmão e cheguei a usar uma jaqueta vermelha, que meu pai trouxe de Manaus, para me proteger das chuvas ao ir para o colégio. Também usei calças com fivelas exageradas e fazia o maior sucesso no meu ensino fundamental.

Cresci com um coração de artista, disfarçada num corpo de gente comum. E de que vale ser um artista apenas, sem ser uma pessoa? Com qualidades, defeitos, paradoxos, confusões, altos, baixos e loopings?

Michael Jackson foi um grande artista. Se mocinho ou vilão, não precisaríamos saber, se pudéssemos valorizar todo o legado que deixou aos seus fãs, sua inovação, sua música, sua dança.

E quem estaria interessado em saber se Mallu Magalhães não está com Marcelo Camelo apenas por se promover? E ele idem ou não. Se Amy Winehouse sobreviverá após tanta droga consumida? Quem se importa se os Gallagher são antipáticos ou não? Se Michael Jackson era um excêntrico pedófilo e gastador?

Eu não me importo, porque sei valorizar a arte. E sou fã de todos os artistas acima citados porque podem ser pessoas comuns, com defeitos altamente condenáveis – caso pudéssemos condenar alguém e fôssemos todos inocentes.

O fato é que não somos.
Então, olhemos para o lado bom dessas pessoas: sua arte.

Who's (not) bad?

Who's (not) bad?

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3 pensamentos sobre “A Arte ou O Artista?

  1. Pingback: Fique por dentro Artista » Blog Archive » A Arte ou O Artista? « Poucas Palavras

  2. Michael Jackson foi realmente um grande artista! Mesmo com todos os seus defeitos e suas loucuras, o cara foi um grande ícone da música! Juntando vários estilos, ele criou um estilo único e teve sua marca resgistrada. Ele se foi, mas sua arte ficará para inspirar novos grandes artistas!

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