Sobre o NÃO falar ‘eu te amo’

Para o Barba

Sobre o NÃO dizer 'eu te amo'

Há uns três dias, depois de uma megaexperiência musical eu enviei uma SMS dizendo ‘eu te amo’. Eu não tinha bebido nada além de refrigerantes. Fiz de maneira consciente, porém sem outras intenções.

Na verdade, logo após, bateu-me um arrependimento e, ao mesmo tempo, um medo. E eu tive a, até então, certeza de nunca mais nos encontraríamos.

Ledo engano. O efeito da frase foi um pensamento de hora ininterrupta.

E quantas vezes eu já não disse isso? É errado falar de amor. Falar que ama, essas coisas. Porque surte efeitos. Positivos, contrários, paradoxais. E essa não é a intenção do amor. Na verdade, o amor não tem intenção nenhuma que não seja a de somente amar. Sem retornos.

Altruísta, generoso, o amor é sozinho. Ama por amar. Não precisa de mais alimentos, ele é autossuficiente.

Quando alguém fala de amor – como tento agora – logo cansa. Assunto tão manjado este! E tão inadequado para qualquer situação. É forte, apelativo e, ao mesmo tempo, é simples, indizível. É sentimento apenas. Sente-se.

Então para quê? O ideal não é falar do amor, nem para o amor, nem para ninguém.

O ideal é calar de amor.
E amar.

Depois de amanhã são cinco anos. De amor.
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7 pensamentos sobre “Sobre o NÃO falar ‘eu te amo’

  1. Falar de amor logo cansa? Concordo no geral e discordo no particular: não me canso de te ouvir (ou ler) falando de amor, de nuvens, de física quântica ou de aprimoramento genético das ervilhas verdes azuladas da ilha de Marajó.

    Mas me canso das teorias de amor, dos versos de amor, das canções de amor e – algumas vezes – do próprio amor.

    Quanto a você, amiga que admiro:
    Fale de amor sempre que quiser,
    Cale de amor sempre que puder
    e AME.
    AMÉM.

  2. Minha opinião:
    Acho que não há nada de errado em falar de amor, ou declarar o nosso amor a alguém. O grande “dilema” é quando direcionamos nosso amor romântico (sim, há vários tipos de amor) pra quem não corresponde à ele, mas como evitar isso quando estamos apaixonados?

    O grande segredo de amar e ser feliz está em manter equilíbrio entre o amor que temos por alguém e nosso amor próprio. “Amar aos outros como amamos a nós mesmos”.

    Então, ao decidir atirar uma flecha, mire no alvo correto, sem hesitar.

  3. Jazz, esse seu post me fez lembrar de um trechinho da poesia “Amor bonito” de Artur da Távola que diz assim: “Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos);
    não teorize sobre o amor, ame.”

    e não é uma grande verdade?!

  4. Ah! Jazz… É tão bom morrer de amor! E continuar vivendo, neh?! Além do mais…

    Racionalizar o amor é perda de tempo! Jah que a eternidade é um relógio sem ponteiros. =]

  5. Pingback: Cadê o Amor? « Poucas Palavras

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