Carnaval: um lugar para todos

Existe algo mais livre do que carnaval? Talvez livre não seja bem a palavra certa – mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça…

Todos se vestem como querem, dançam o que quiserem, funk, axé, samba, tudo é permitido, sem que os outros julguem se é errado ou não. Pessoal se embebeda, usa vestido supercurto, fica em coma alcoólico (parte que ojerizo, mas é preciso respeitar) as outras pessoas ou não se metem, ou vão ajudar (OBRIGAÇÃO, NÉ, GENTE?!) – mas ninguém vai lá para dar lição de moral (exceção dos pais da criatura achada no P.S. hehehehehe).

E quem teria coragem de negar que a passista só é passista nos dias de carnaval, quando na realidade (sim, o carnaval é um sonho) ela é uma professora de Português cursando mestrado? Quando alguém ousaria em dizer que a pequenina dançando o Rebolation no meio da sala, não é uma médica budista que ouve Blues nas horas vagas? Para quem essas pessoas precisam provar que são cultas em pleno carnaval?

Axé, Funk, Technobrega são nada mais nada menos do que manifestações populares. A pessoa que escuta ou dança tais ritmos está tão incluída na sociedade como aquele que se irrita profundamente porque “música que presta não precisa ser dançada e sim, apreciada”.

Só é mais feliz aquele que tem suas preferências, mas respeita a do próximo.

Essa é a grande diferença que, até uma festa mundana como o Carnaval, pode nos ensinar.

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