Ciúme dói. Amor, não.

É carnaval. Eu curtia quando tinha companhias queridas, iguais a mim, que não bebiam e aproveitavam para dançar o dia inteiro. Depois que perdi tais companhias, passei a não curtir mais carnaval. Aquele lance tudo muito misturado, todo mundo bêbado, na pegação… não julgo quem curte, but it’s not for me.

Por ironia do destino, arrumei um gatinho baiano que adora carnaval e axé. Bah, ele já era assim quando o conheci (óbvio que eu não o conheci no Carnaval, e sim, pela net –  não me julguem). Curtia uma cerveja, uma pegação e coisa e tal. Quem seria eu para querer mudá-lo (amiga, entrar num relacionamento com o intuito de mudar o outro é uma burrice tamanha e uma perda de tempo imensurável!). Juro que tentei escapar, meninas, mas não deu! =D

No sábado, eu fiquei agoniada. Imaginando ele no trio, beijando as garotas, sendo agarrado e dando risadinha de “a malha deu certo”. E o que acontecia? Taquicardia, tremeliques e um “hei, gata, quando você não estava com ele, ele saía e mesmo assim, você o ganhou“. Ai, bebê, não dava pra você sair atrás do trio com uma roupa dessas?

Dentro desse surtinho de algumas horas, parei e refleti. Cara, nunca fui ciumenta com ele, agora que eu assumi o rolo, vou precisar ser? Pense bem, querida amiga. Eu moro longe. Ele poderia fazer o que bem entendesse não só no carnaval. E eu também (não faço porque não tenho vontade – e isso é responsabilidade só minha). Fugimos desse relacionamento o quanto pudemos. Ficávamos com outras pessoas – eu procurava alguém mais perto, mas quanto mais conhecia gente, mais sabia que ele era o Cara. Não adiantava fugir, rendi-me.

Em um relacionamento, a base é feita do respeito e da confiança. No relacionamento à distância isso tem que ser CONSTANTE e TRABALHADO todos os dias. Se tem alguém por perto mais interessante e mais compreensiva, pode dizer adeus ao seu petit. Homem não quer só sexo. Homem quer companhia, ouvido, palavras de força. Assim como a gente, só que com menos mimimi de novela mexicana. Homem quer um porto seguro, quer ter com quem conversar, coisas sobre o céu, a água e o ar (Renatorrussizei agora!).

Seu namorado não quer brigar. Aliás, nem você (teoricamente). Assim que um dos parceiros começa a encher o saco, o início do fim acontece. E para terminar, é um pulo. Então, nem comece a encher… porque depois que você se acostuma…

Temos que ter a consciência de que vai acabar, mas no momento certo. E você vai sobreviver. No entanto, se você está curtindo, feliz, se te faz bem… para que precipitar, não é? Estejamos preparados para o fim, mas façamos por onde para que dure.

É essa a minha dica de carnaval para quem está longe do seu amor. Porque ciúme dói e machuca quem sente.
O amor cura.

Um pensamento sobre “Ciúme dói. Amor, não.

  1. É bem como você disse, quem quer fazer algo vai fazer sendo carnaval ou não.

    Confiança é a base de qualquer tipo de relacionamento. E confiar não só no parceiro, confiar em nós mesmas!

    Ótimo post, como sempre.

    Te adoro!

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