O Meu Amor

Sou daquelas que já começa amando. A maioria das minhas fichas, eu aposto no amor. Aquele amor que já está lá e só precisa ser trabalhado e desenvolvido (como se fosse o músculo do braço, que já existe e só precisamos trabalhar para que fique lindo e durinho). É assim o meu amor. Talvez alguns questionem se é mesmo o amor (não sei, nem poeta sou parafalar do amor, mas acho o nome bonito e gosto de chamá-lo assim). Não é um sentimento, é um modo de viver.

Não que eu trabalhe este amor com toda e qualquer pessoa. A triagem eu deixo ao encargo da intuição. Nem todos os sorrisos merecem todo o esforço que é amar. E ainda sim, por vezes, me engano – mas não me arrependo, pois acho nobre o exercício e sempre me faz muito bem. Se não consegui aumentá-lo com aquela pessoa à qual me dediquei, paciência! Não posso dizer que não tentei.

Aqueles que são barrados na triagem não ficam de fora definitivamente. Às vezes, eles conquistam o seu lugar. Seja conscientemente ou por meio do destino… acabo dando essa chance (para mim mesma) de tentar, e já tive várias surpresas boas.

Podem me criticar por amar muito rápido e desamar também. E eu explico que não é isso… o meu amor está ali… o exercício dele é que é opcional. Você pode escolher por “trabalhá-lo” ou não. Se o outro não se sente bem com o exercício do meu amor, para quê continuar? Eu me afasto e deixo-o por si só, atrofiar (lembra do músculo?).

O meu amor tem que fazer só o bem. Se faz mal, é outra coisa. Então porque economizar, se aumenta em nós quando distribuimos? Não sou destas… economia a gente faz com o que pode faltar. Este amor não me falta e nunca me faltou, por mais que eu saia distribuindo assim, aleatoriamente.

Você não precisa concordar com este texto, até porque ele é só a minha verdade – e nem sei se esse é o amor que tanto falam. Contudo posso afirmar com absoluta certeza de que este, pelo menos, é o meu amor.

2 pensamentos sobre “O Meu Amor

  1. Lembro que há um tempo atrás, e nem faz tanto tempo assim, eu vivia de tentar “etiquetar” meus relacionamentos. Os relacionamentos mudaram, o contexto mudou, eu mudei; a tentativa, hoje, é apenas viver os sentimentos sem a pretensão de dar nomes a eles. O que é amor e o que não é, em meio a isso tudo, eu já não sei mais. Sei apenas o que é bom e o que me faz bem, e que pode ser bom e me fazer bem sem precisar de um nome.

    Amei o texto.

    Beijo!

  2. …adorei o post…no início eu sempre penso em conversa e amizade, vou conversando com a pessoa e me apaixonando mais por ela a cada nova conversa…aí de uma hora para outra estou, sem querer e querendo, dizendo Eu Te Amo…continuemos…sem pressa e sem medo de tentar ser feliz…bj

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