Carpe Diem

O que importa? Não são meus pensamentos bobos sobre o que é a vida ou o que estou sentindo. Pensar é desperdiçar. Poderíamos estar ocupados mantendo o foco, prestando atenção em tudo o que fazemos, sem nos distrair com besteiras.

E foi isso o que fiz o dia todo. APROVEITEI O DIA. O momento, o presente precioso. Acordei bem cedo. Tanto que deu para fazer um chamego na cadelinha, conversar com a mãe durante o café, sair sem esquecer de nada e ainda despedindo com um beijo e um sorriso.

Não me estressei com o trânsito porque estava adiantada no horário. Cheguei com folga, arrumei a mesa do trabalho número 1, li e-mails. ESPEREI. Arrumei as coisas, não esqueci nada, lembrei até onde havia colocado as chaves (raridade!). Pendurei o jaleco no carro, fui ao emprego número 2.

Por sorte do destino, havia uma sala me esperando (quase nunca tem!). Arrumei a sala, loguei, e hoje não faltou luz! Duas pessoas tentaram me tirar do sério e não conseguiram. A primeira foi um taxista teimoso que queria passar sem me deixar estacionar. O outro foi um doador que queria doar mesmo ainda estando sobre avaliação após um comportamento de risco.  Não conseguiram!

Bebi mais água que o normal e comi bem menos que o costume – desde o acontecimento, como pouco e já emagreci dois quilos facilmente e sem sofrer – fome não me pertence mais. Ganhei um almoço de uma colega: caranguejo refogado e farofa. A sobremesa ficou por conta de outra colega: torta de morango.

Fui à academia à tarde. Malhei. Liguei para algumas amigas e fui buscar o restante das minhas fotos do Street Ballet, projeto com o fotógrafo Bob Menezes. Conversamos e fiquei emocionada com o entusiasmo dele! Está até estudando sobre o ballet e a dança! Sábado tem mais!

Voltei pra academia: dança de salão. Aula de technobrega e zouk. Incrível como os dançarinos insistem em me entortar no final da música (adoro!). Voltei MORTA DE CANSADA pra casa.

Texto-diarinho-nada-demais pra você, mas muito feliz para mim. Prefiro não pensar, e sentir. Sentir o trânsito, o parceiro me conduzindo, sorrir com minha chefe fazendo palhaçadas, ouvir o Bob dizer que “era surreal aquilo”, lembrar da minha amiga que está em depressão, gargalhar com a minha visita.

Ser feliz é estar presente e não adiar a alegria para o momento seguinte.

A felicidade não está onde procuramos, está onde estamos. Não importa se estamos juntos ou sozinhos. Não importa se estou emagrecendo a cada dia, ou se quem eu amo não me quer mais. Não importa a análise que eu possa fazer do que estou sentindo. Não me importam os (seus) planos para o amanhã.

Eu me importo com o agora, com o aqui, com o que sinto e não com o que penso.

(estou cansada, mas não me canso de ser feliz!)

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Um pensamento sobre “Carpe Diem

  1. Menina, que texto lindo!!!! Realmente a gente (eu, inclusive) as vezes deixa o sentir pra depois, e com a mania de racionalizar tudo, perde a possibilidade de encontrar a felicidade no simples, no óbvio, no fácil, e de tornar a rotina feliz. Vc é uma sábia!!! Vou exercitar o sentir um pouco mais!
    Um beijo,
    Teca

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