Tudo é Dor e Toda Dor Vem do Desejo de Não Sentirmos Dor

É fato que, na minha cabeça, já passei da idade de sair. Mas mesmo assim, tirei essas duas semanas para acompanhar uns amigos que gostam mesmo disso. Na verdade, gosto de sair para dançar. Mas juro que preferiria ir em bailes de dança de salão do que nessas baladinhas caçadouras.

Primeiro porque há tantas coisas que sinto NOJO, esse negócio de pegar e sair beijando, bêbado indo passar a mão, cantadas canalhas e mulheres até interessantes caindo nelas… E ainda há a demarcação do território feminino. Aquele ali é meu, o outro está olhando, rebola, sorria, finja que está à vontade (nunca estou).

Não tenho traquejo nessas horas. Prefiro observar. Uma amiga um dia, confidenciou que tenho “postura de mulher casada”, por isso as pessoas não se aproximam. Não concordo. Tenho postura de observadora. Vejo situações que julgo ridículas e rio comigo mesma. É assim que me divirto nessas horas.

A não ser que eu esteja com verdadeiros amigos, curtindo a companhia deles, falando besteira e pouco me importando com quem está olhando ou deixa de olhar. Com esses, vale a pena ir até o inferno só pra zombar da cara do capeta!

Mas não tenho muitos amigos para chamar de meus. Tenho pouquíssimos e com esses, não costumo ir pra balada. Prefiro mil vezes ir a um cineminha ou encontrar mesmo só para conversar. Amigo de balada se aproxima quando você está bem… para “comemorar a vida” – que ironia! A época em que mais saio pra balada é quando estou quase em depressão. Triste com tudo, sem autoestima nenhuma. Baladas são paliativas. Aliviam naquele momento e pioram quando se chega em casa.

Quando estou realmente bem, prefiro ficar em casa curtindo a família, que são os que verdadeiramente me amam, sem reservas. Os que estão ali quando estou doente ou desmaiando de anorexia por ter perdido mais uma vez. São os que torcem quando lutamos por algo. Os que se incomodam quando nos vêem triste.

Às vezes, consideramos nossos amigos, pessoas que não estão nem aí pra gente. AMAMOS, quem não sente a nossa falta (reverberando em looping há um mês). É quando você viaja e a pessoa nem te procura. E você perde o namorado, ela só te procura se perde o dela também.

Refleti MUITO nessa época de queda do pedestal. Quem realmente vale a pena em nossa vida? Aquele que lhe deixa pra baixo e aponta seus defeitos quando você cai? “Você caiu porque fez isso, isso e isso…”. Não. É aquele que não quer saber se você fez merda (sempre fazemos), só quer saber de te juntar e de estar ali quando você chorar.

E esses amigos, meu caro, são os corajosos. E são raros.

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