Croniquinhas Pessoais e Intransferíveis

Mais um post pessoal e que pouca gente vai entender. Se não quiser arriscar, passe para o próximo.

Tenho minhas particularidades. Coisas que só eu entendo e que muitos ficam boiando. Vou contar algumas coisinhas que podem até ser estranhas, mas fazem parte do pacote.

Corto as Unhas no Sabugo

Não tenho vaidade ungueal.

Talvez, a vaidade tenha estremecido quando eu comecei a jogar vôlei. Era adolescente, e adolescente adora ter unhas grandes para competir com as unhas das amigas… Mas simplesmente, eu não conseguia tocar a bola com a ponta dos dedos com aquelas unhas enormes…

Depois, comecei a usar lentes de contato. Perdi as contas de quantas vezes feri a lente antes de colocá-las. Culpa das unhas, que não estavam cortadinhas como deveriam estar!

Na Universidade, aprendi que as unhas servem para dar firmeza à pegada. Fora isso, quando grandes, acumulam sujeiras e milhões de bactérias. Somando-se ao fato de que unhas grandes não servem para jogar vôlei ou colocar lentes de contato, adquiri o hábito de cortá-las bem rente ao sabugo, a fim de postergar o incômodo delas, quando grandes.

E que graça tem, pintar unhas tão pequenas? Nenhuma! Limito-me a cortá-las e limpá-las periodicamente (faça por si mesmo) e, no máximo, passar uma base – o que ocorre muito raramente.

Como o Sonho de Valsa em Camadas

Sempre, na minha vida, eu fui louca por chocolate. Então, como mãe controlada com a alimentação, era-nos permitido comer apenas UM bombom de chocolate por dia, isso quando havia um disponível em casa. Pois bem… como alegria de pobre dura pouco e o Sonho de Valsa era/é meu chocolate preferido (fica a dica!), comecei a criar um certo ritual na ingestão do mesmo.

Acho que consigo comer um chocolate desses por um período extasiante de meia hora. Lavo as mãos… pego o chocolate com os dedos. Observo, cheiro, contemplo aquele momento sublime…

Beijo o chocolate com lentidão até encostar a minha língua suavemente em sua cobertura (momento mais que sexy! é quase um copularachocolatado que inventei!) enquanto esta se derrete e esvai-se lentamente organismo adentro.

“Limpo” toda a casquinha do chocolate, lambo cada dedo e separo as casquinhas, uma de cada lado. Como a primeira, mastigando bem devagar, sentindo todo o amido se espalhar pela boca e derreter lentamente. Como a outra… e agora vou até a melhor parte: o recheio…

O recheio de castanha de caju com pedacinhos… Eles vêm com duas marquinhas para segurar a casquinha que os envolve. É numa delas que cravo os dentes e coloco o pedaço na boca. E aí vem o ritual mais demorado… vou chupando cada pedacinho que envolve as castanhas moídas até que só elas fiquem na boca… mastigo todas juntas antes de engolir.

Faço o mesmo com a outra parte, e depois com a última, a do meio, a derradeira.

Depois fica o vazio… e a completude. paradoxo inexplicável do pós-sonho. Lavar as mãos e escovar os dentes o quanto antes, pois o gosto que fica na boca já é um convite para o próximo bombom…

Medo de Contágio

Esse é o pior de todos! Para quem não sabe, eu trabalho num hemocentro, lugar onde as pessoas vão para doar sangue. Na doação, ganham de brinde as sorologias que dizem se você já teve contato com alguns vírus e parasitas (hepatites, Chagas, HIV, HTLV e sífilis).

Até aí, tudo bem. O problema é quando esses exames alteram. Olha o estresse!!! O que vocês não sabem é que dar a noticia é igualmente incômodo. Chega a ser traumatizante quando você vai dar essa notícia a UM AMIGO. E é inevitável comparar as idades, os comportamentos e as aparências com as suas…

Hoje em dia, QUALQUER PESSOA está exposta. É só deixar de usar camisinha e pronto: o risco é real!

Pois bem… desde então, além de exigir os exames do parceiro, eu costumo usar camisinha e fazer os exames a cada seis meses (ou a cada novo parceiro – ainda bem que não tive muitos). Além, claro, de ter tomado a vacina contra o HPV, que eu acho que todos, deveriam tomar.

São algumas das (várias) coisas que me fazem estranha ou interessante, dependendo do ponto de vista que resolvem tomar.

De médico e louco, todos têm um pouco. Já eu… TENHO MUITO!

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