O crer e o sentir: a metáfora do investimento

O crer.

Confiança depositada pode gerar lucros ou prejuízos. Quando em se falando de pessoas, sempre imprevisível, arriscado. Se tratar-se então de jogo amoroso… no meu caso, 10% de chances de acerto contra 90% de erro, segundo as estatísticas.

Palavras entram por um ouvido, saem por outro. Palavras não tem credibilidade nenhuma nesse investimento. Oratória, retórica, escritos, canções…  são apenas instrumentos muito bobos e ineficazes quando querem se vestir de sentimento.

Já fui grande investidora de tais fundos. Prejuízos irreparáveis, saldo de um investimento alto e agressivo, desde sempre. Hoje mantenho apenas o que me sobrou: muito pouco.

Pouco de confiança, eu digo. Não de vontade de ganhar, com isso, sonho sempre… e quem não sonha?

O Sentir.

Disso, eu me julgava expert. Não precisava investigar muito, queria desvendar pessoas só com o olhar. Lendo movimentos, interpretando tons de voz, julgando atitudes. Tudo seria peça para montar o quebra-cabeça misterioso que é cada mundo particular.

Às vezes, eu me empolgo no começo, depois canso de juntar os pedacinhos. Outras, vou juntando calmamente, cada pecinha em seu devido lugar e aí é bem melhor. Lógico que cada pessoa é um quebra-cabeça imenso e que pode mudar e forma com o tempo… sei lá, o aumento da temperatura dilata umas, que são substituídas por outras, porém se o quebra-cabeça for desafiador o bastante, fica difícil  desistir dele.

É mais ou menos isso. Em minhas últimas tentativas de montar o quebra-cabeças eu me empolguei por parecer tão fácil e nem era. Eu acreditava que poderia montar tudo de uma vez e estava enganada. Na verdade, nunca montamos ele todinho.. Sempre fica alguma peça nova aparecendo e nós precisamos encontrar o lugar de cada uma.

E eu sempre sinto quando o quebra-cabeça não é pra mim… sinto logo – ou será que desisto antes de descobrir que ele é realmente interessante, justo por ser desafiador? Ou será que eu mesma me julgo incapaz de completá-lo?

Chegamos ao xis da questão, ou falando simplesmente: pura preguiça. Perdi tanto que resgatei o que tinha (tão pouco) e investi no mais conservador impossível: em mim mesma.

E assim, vou levando… e nunca esquecendo de depositar um aqui-e-ali em algum título de capitalização… vai que eu dou sorte e ganho SOZINHA?

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2 pensamentos sobre “O crer e o sentir: a metáfora do investimento

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