Esta semana, aconteceram umas coisinhas bem chatas que me fizeram pensar sobre essa mania que algumas pessoas tem de quererem ganhar tudo no grito. Experiente no assunto, pois sou médica e trabalho no SUS, posso dizer que me considero vacinada.

Imagino que tais indivíduos tenham sido crianças mimadas que, quando os pais levavam para passear, faziam escândalo para comprar tal brinquedo. Daqueles que se jogavam no chão, arrastando-se e estragando toda a camisetinha cheirosinha e passadinha e fazendo o pai passar vergonha no Shopping. E, para calar a boca do menino da maneira mais fácil (mais errada) , faziam sua vontade…

Põe o peito na minha boca, pra eu parar de gritar!!!

Sempre vai existir alguém querendo passar por cima de outro no grito. Quando eu trabalhava em um pronto-socorro, sempre vinha uma mãe desesperada, achando que o assunto do filho é mais grave e urgente que os que chegaram primeiro. O que fazia, nesses casos? Eu saía do meu consultório, ia até o paciente e a mãe, conversava (em um tom bem baixo, para que ela parasse de gritar para conseguir ouvir-me) e convencia de que os outros casos eram tão urgentes quanto o dela. Lógico que eu também saía pra certificar se o garoto não estava em situação de emergência e risco de morte. Aí sim, ele teria o direito e a prioridade de passar à frente.

Há também aqueles que usam de seu “poder” para conseguir o que querem. No meu caso, era sempre a fila! Ah, o filho do prefeito está aí, e não-sei-o-quê. Bem, se ele quiser, vai ter que esperar. Eu trabalhava em um interior, onde o pessoal rompia a madrugada para pegar lugar, sabe? E vem um espertinho, só porque é filho de fulano-de-tal, rir de todas as horas de sono perdidas dos meus pacientes pobrezinhos? Comigo, não!

Acho que a corrente da má-educação a gente pode quebrar mostrando que nem tudo é como se está acostumado a ser. Sempre arrumei outras opções não injustas, embora nada práticas, para que percebessem que o buraco é mais embaixo. Seria o mais justo e o mais educativo, na minha opinião.

Nem todo mundo é corruptível, nem todos são tão impacientes ao ponto de resolver a situação da maneira mais rápida – cedendo ao grito. Eu sou do grupo que tenta resolver o problema para que ambas as partes estejam satisfeitas, contanto que ninguém mais seja prejudicado. O problema é quando a pessoa é tão ignorante que nem ouve, só quer agredir.

E com quem não te ouve, pra que falar sozinho? O melhor é ignorar. Adivinha quem é o único que sai perdendo?

Estratégia é ser minimamente educado para conseguir o que se quer... na classe

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