O que Ver no Pará – Parte I

Como está no perfil, talvez ninguém tenha lido, eu sou de Belém do Pará, metrópole da Amazônia, cidade das mangueiras, onde chove todos os dias e mangas podem cair sobre suas cabeças a qualquer momento.

Infelizmente, não somos um pólo turístico e poucos brasileiros se interessariam em conhecer as belezas da Amazônia. Ao contrário do que muitos pensam, aqui não tem onça no meio da cidade, não… pelo menos, eu nunca vi uma!

A capital, Belém, é uma cidade bem bonita, com praças belíssimas, cheias de lagos, garças, árvores (não só mangueiras, mas jambeiros e castanheiras) nas ruas, pessoas muito hospitaleiras, daquelas que curtem mesmo mostrar nossa cultura para quem é de fora.

Posso dizer que Belém não é uma cidade para compras. As coisas costumam ser bem caras. Eu diria que o passeio é gastroafetivo. Em Belém, você prova das iguarias mais exóticas e deliciosas da culinária amazônica e tira fotos lindas, faz amigos para sempre e volta. Volta, sim. como diz a música: Quem foi ao Pará, parou. Tomou açaí, ficou.

Jantar paraense com @biancacamara2603

Quem curte o açaí como refeição pode misturar com camarão ou mesmo com peixe ou comida normal. Eu prefiro tomar como sobremesa, com muito gelo, açúcar e a farinha de tapioca indispensável. O açaí daqui é batido na hora, tem um gosto muito diferente do congelado consumido no sul, como energético. Aqui, o açaí é grosso, puro, e te deixa de cama depois da refeição.

Se quiser vir a Belém, esqueça a dieta! São muitos pratos diferentes, vindos da ascendência indígena, como o tacacá, um caldo caliente que deixa a boca tremendo devido à folha do jambu e altamente calórico.

Onde comer?

Para mim, o melhor lugar da cidade é, sem dúvida, a Estação das Docas. Um lugar tranquilo, à beira do rio, cheio de restaurantes e lojinhas com artigos regionais e artesanatos. Também abriga um porto de onde saem barcos para as ilhas próximas e passeios turísticos.

Pôr-do-Sol na Estação das Docas

Contraluz @ Estação

Bem pertinho da Estação fica o famoso Mercado do Ver-o-Peso, uma enorme feira onde se vende de tudo: frutas regionais, açaí, farinhas, castanhas, uniformes de futebol e até perfumes feitos pelas mandigueiras, do tipo que atrai namorado, afasta inveja, essas coisas. O cheiro que predomina no ar é o de peixe, fica avisado.

Seguindo em frente, a pé ou de carro, já dá para avistar a Praça do Relógio. E entrando para a esquerda – sim, tudo fica colado, bem pertinho, seguindo esse roteiro, ninguém se perde – você vai encontrar em uma só praça: a Catedral da Sé, a Igreja de Santo Alexandre, a Casa das Onze Janelas e o Complexo Feliz Luzitânia.

Night

No Boteco das Onze, que fica na Casa das Onze Janelas, você pode jantar e esperar dar 23h para assistir a shows de bandas cover que agitam a galera até as duas da manhã. O dia ideal para ir ao Boteco é na sexta-feira e vai uma galera mais arrumadinha. Eu adoro!

Quem gosta de baladinhas mais alternativas, com soul e samba vai adorar o Palafita – bem ao lado do Boteco.  Vá bem à vontade, com saia ou shorts e calçada com rasteirinhas ou tênis, pois a ponta do seu salto pode ficar presa entre as palafitas da beira de rio.😉 Não se esqueça do repelente nas pernas!

Mais alternativo e regional ainda é o Mormaço, onde frequentemente rola um carimbó-loucura para a alegria dos turistas. Também é um barzinho de beira-de-rio, tradicionalíssimo, principalmente durante e após o pôr-do-sol do domingo. Bem alternativo.

No circuito barzinhos da alegria, posso citar apenas uma rua: A Almirante Wandenkolk. É lá que a moçada mais bonita da cidade se reúne e tem todos os tipos de barzinhos, todos muito bem frequentados, com música ao vivo ou não, você escolhe! Não se aborreça com o atendimento dos estabelecimentos. Aprenda uma coisa: em Belém se atende mal.

Para quem curte forró e sertanejo universitário, a pedida é o Curral do Parque. Fica um pouquinho longe do centro, lá no Entroncamento, mas é diversão garantida, com muita gente bonita e alegre.

Para curtir a natureza

De câmera em punho, o seu passeio mais amazônida, ainda na capital, será o Mangal das Garças, onde você terá um contato direto com animais soltos, livres vivendo em um ambiente todo feitinho para eles.

Cuieira

Vale a pena visitar, sempre que vou, eu me emociono! Não se esqueça de provar os sorvetes regionais! Minhas recomendações especiais ficam apra os de tapioca, açaí, bacuri, muruci, taperebá e cupuaçu.

Esses são meus lugares preferidos da capital. Em um próximo artigo, falarei das visitas indispensáveis ao interior do Estado.

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