Sexta à Noite

A sexta à noite de alguém solteira aos trinta e um anos não é lá essas coisas. Vontade de sair, até tenho. Mas acabaram as companhias.

Você??? Sem companhia??? IMPOSSÍVEL!

Porque é tão difícil de acreditar? A grande maioria dos meus amigos é casada ou tem filhos e as amigas solteiras ainda são DURAS #praqueviver.

Sim, estou precisando de umas amigas solteiras mais ricas. Não me faltam os amigos, o problema é que eu estou em outra dimensão. Ainda estou longe dessa vibe família, coisa que só chego perto quando quero, e saio para rever minha afilhada linda. Pra mim é o suficiente, porque eu não aguento (ainda) uma criança por perto por mais de doze horas. Mas haja disposição!

Hoje, ainda na rua, cogitei a possibilidade de ir ao cinema sozinha. Depois lamentei que seria tão bom se meu homem-companhia-perfeito estivesse em Belém para ir comigo e comprar pipoca (que não curto) e refrigerantes (que não tomo) pra mim. Sim, ele é destes.

Daí fui fazer a limpeza de pele numa mísera clínica de estética de compra coletiva. Ruim de estacionar, ruim de enxergar a localização, decoração SALMÃO E MARROM agredindo os meus olhos. Carteiras de colégio empilhadas, entrada    horripilante, e eu apertadíssima, perguntei onde era o banheiro… “ali atrás”.

Fechei a porta e tranquei. Assim que tranquei, uma intuição me bateu forte causando um arrependimento sem explicação que… infelizmente, explicou-se por si só.

Fiquei trancada na porcaria do banheiro. Simplesmente a chave não retornava ao seu lugar de início. Comecei a suar (até porque aqui nem é calor de 30 graus e pouco, né?) somado com o nervoso e a raiva de eu estar ali. Jazz, você não precisa pagar tão barato por isso…

A saída foi eu arrombar a porta. De tanta raiva, de tanto medo, de tanto suor e tanta ansiedade de sair, CONSEGUI.

Dei dois chutes com o pé direito, o que me fez doer meu joelho idoso. Depois dei mais três chutes com o pé esquerdo e a porta cedeu. HO! HO! HO!

Sem querer (querendo!), usei a técnica correta. APRENDA!

Revoltada, pedi meu dinheiro de volta e fui-me embora. A sorte do dia (obrigada, SENHOR!) é que havia espaço na massagem relaxante em um salão de beleza e foi lá que eu fechei o dia antes de chegar em casa, finalmente.

Até enviei uma mensagem de esperança a um dos meus amigos, porém fui ignorada.

Eu até tinha um aniversário para ir, daqueles que eu não conheço ninguém além do aniversariante. Eu até iria se estivesse em um bom dia, mas, como não estou em uma boa semana… melhor não arriscar outros desarranjos.

Baixei o álbum “As melhores de Enya” e é isso que eu estou ouvindo agora, esperando a novela começar.

Essa é a minha noite de sexta. Essa foi minha semana.

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Um pensamento sobre “Sexta à Noite

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