O Fim de Mais Uma História de Amor

Há alguns meses, desde agosto, entrei numa oficina de experimentação de circo. Muito empolgada por aprender uma coisa nova que iria somar ao meu projeto de perda de gordura e aumento de massa muscular, que iniciei em outubro de 2012. Seria de graça desde que cumpríssemos o calendário já estipulado, com terças e domingos livres.

Mas não era bem assim. Começou a ser exigido que nos apresentássemos também às terças e domingos. E ainda teríamos que ensaiar fora da hora de aula (como seu ninguém estudasse ou trabalhasse).

Não sei dos outros, mas prioridade mesmo, pra mim, sempre foi o trabalho e a saúde, depois o lazer. Sim, atividade física é LAZER. Não sou uma artista circense, nem dançarina eu sou! Nunca ganhei dinheiro com isso, muito pelo contrário, pagava caro para participar dos espetáculos apenas como aluna. Pra mim o prazer está em mexer o corpo. Trabalho é outra história.

Nessa vida, eu sei que nasci para ajudar os outros. Seja em meu trabalho, seja na vida. Nasci para me dedicar. Mas dedicação vem com um negocinho chamado motivação. Com a perda da motivação, do amor, e sobretudo, do respeito, não convém se dedicar quando o sonho não é seu, concorda?

Se você quer que alguém adote um sonho que é seu, será difícil. Você pode até convencer de que seu sonho é superlegal, mas adotar o sonho de alguém… nunca será o mesmo que correr atrás do seu próprio sonho.

Estava eu ali, na oficina, para mexer o corpo. Cheia de outros problemas, de outras prioridades: uma profissão consolidada, um projeto de emagrecimento, uma casa para montar. Sério que eu tinha que abdicar da minha vida para satisfazer o sonho de alguém? Não era esse o combinado. O combinado era comparecer às  aulas nos horários estipulados.

No começo, foi tudo muito bem, muito lindo, conheci pessoas incríveis, cada um com sua peculiaridade. Uns mais parecidos, outros bem diferentes de mim. Pude ajudar quem precisava, muitos me ajudaram com ouvidos e carinho; com a voz doce e sorrisos quando eu chegava. Era muito bom! Uma história de amor mesmo…

Mas histórias de amor são difíceis. Por mais que eu em esforçasse, a professora nunca estava satisfeita. Ela via que ninguém abraçava seu sonho como se fosse seu. Por que, infelizmente, não era! Estávamos ali para aprender, mexer o corpo ;e não largar a dança, medicina ou fotografia, o trabalho ou faculdade para fugir com o circo!

Já que eu não satisfazia às necessidades que foram aumentando, exigindo mais, resolvi sair. E hoje, infelizmente, soube que fui altamente caluniada pela professora. Acredite, que é mais velha que todo mundo por ali. Que já passou da adolescência faz tempo, mas que seu comportamento emocional não condiz com a maturidade que deveria apresentar.

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De todos com quem falei no último domingo, apenas uma pessoa pareceu ter aderido às dores da professora. E para meu absoluto espanto, foi a pessoa a quem mais eu dediquei a minha amizade, já que era “o anjo” dela. Até na minha nutricionista levei, e acordei cedo para ir com ela! E foi ela quem virou  cara pra mim quando fui lá dar-lhe um abraço.

A vida é assim, querido leitor. Não precisamos nos revoltar com o que acontece, só precisamos aceitar e aprender. De todo amor, leva-se um presente. Do circo, eu trouxe mais flexibilidade, força, uma paixão nova (o trapézio) e vários amigos que adoraria levar para a vida toda, mas só me segue quem quiser.

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