Como Lidar com um Cafajeste

Amélie não estava nada bem. Passou o dia inteiro chorando pelo namoro terminado. Seu terno e apaixonado namorado Albert Miguel mudara do vinho para a água. De doce, passou a insípido, de uma hora para outra. E ela teve que abreviar essa história, pois já não aguentava mais.

À noite, um amigo seu, Renato, apareceu contando-lhe como foi o dia. Renato era casado ainda com Ricarda e veio com aquele papo estranho depois que soube que Amélie havia se separado.

“Sim, ainda moro com Ricarda. Mas o casamento acabou. Só não me separo por causa de nosso filho”.

Homem casado

O alerta piscou. Amélie já havia ouvido essa história antes muitas vezes e na mesma frase-clichê. Até imaginava se existia algum manual onde homens comprometidos aprendessem que tal sentença funcionaria às mais desavisadas.

Como era de se esperar, Amélie já não estava muito paciente por conta dos acontecimentos do seu dia, ainda vem um cafajeste com papinho errado… Não se conteve e comunicou.

“Os homens terminam o relacionamento antes que suas mulheres descubram, sabe? Tipo, eles assumem que eles terminaram. Eles estão solteiros. Mas não avisam suas esposas que estão. E começam a se comportar como homens solteiros. E eles não imaginam o sofrimento que causam em suas parceiras. A mulher sabe. A mulher sente tudo o que está acontecendo. A mulher sente. E eles esperam que dessa forma, a mulher tome a iniciativa de terminar o relacionamento, já que ele não tem coragem. E ela toma a iniciativa, geralmente porque não aguenta mais sofrer. Não aguenta mais o descaso do seu parceiro, a rejeição. E o homem sai bem… porque fica parecendo que foi ela quem quis terminar, e não ele. Mas foi ELE que precipitou para que acontecesse, sabe? Mas quando ela o faz, é porque ela já sofreu pra caramba e não aguenta mais.”

Ele se defendeu…

“Acho que não nasci pra casar” – mas casou! “Não me considero um cafajeste. Sou legal, honesto, simples e até fiel enquanto dura, acredite!”

Ela respondeu, enfática: “nossa, você acredita mesmo nisso!”.

E despediu-se. Não com tchau, e sim com um adeus.

 

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