Em Três Anos

Há três anos, 2013, eu ainda morava com a minha mãe. Seria meu último ano por lá. Eu não assistia How I Met You Mother, não tinha minha própria TV e nem Netflix. Hoje assisti um episódio em que eles especulam como seria daqui a três anos e nada era como imaginavam. Parece que as coisas vão realmente mais lentas quando se espera demais.

Aos 34, quando Ted se viu solteiro ele concluiu que tinha algo de muito errado com ele. Impossível não me identificar. Então, foi quando ele se imaginou em três anos, totalmente solitário e afundado em livros e jornais e cantando a menina do SAC de algo que ele comeu e ligou para elogiar a canela. No entanto, a vida real de Ted, finalmente havia sido diferente, ele tinha casado e iria assistir a Trilogia de Star Wars acompanhado da filha.

trilogy time

Trazendo esses episódios para a minha vida real, talvez seja esse o sentimento que teimo em ter hoje, aos 35. Finalmente, morando sozinha, não me vejo mais casando com alguém e trocando minha liberdade por compartilhamento. Embora eu queria, ainda, alguém para compartilhar a vida, experiências – não o apartamento e o carro. Talvez eu sonhasse e casar só para sair de casa. Bem, não precisei.

Até ontem eu não conhecia um cara chamado Silva que canta do jeito que eu gosto. Ele veio seguido de sugestões porque eu estava ouvindo outro rapaz maravilhoso e lindíssimo chamado Tiago Iorc, cujas músicas são de tocar o coração.

Ontem também conheci Sepultura, Angra e Inocentes. Senti-me exatamente como me sentia em 2001, com namorado novo, conhecendo as bandas que ele gostava. Em 2001, eu namorava um baixista que me mostrou que havia música boa fora das rádios. Hoje, solteira, mas gostando de outro baixista, mas este me mostrou o metal. Quem sabe em três anos a gente não esteja junto? Pelo menos como amigos. Próximos.

Enfim, em três anos, estarei certamente aplicando botox em todo o rosto, talvez com alguma plástica – coisa que eu era contra até meu rosto começar a mudar por cauda da idade. Sua mente está a todo vapor e seu corpo já dá sinais de que está gasto. É uma sensação que não dá pra descrever, mas que eu não gosto. Agradeço por estar viva, mas ver o corpo envelhecendo, perdendo a validade, dá um medo, sim.

Em três anos, espero não estar em sobrepeso (estou quase lá… mas correndo atrás da dieta perdida), saudável mental e socialmente. Sozinha, bem provável – pois eu estive sozinha quase o tempo todo já há mais de treze anos. Então esse deve ser o meu normal.

Com novos amigos, porque os velhos todos estarão ocupados com suas famílias, maridos, filhos, separações, recomeços. E eu, na mesma, neste blog, na internet, escrevendo, ouvindo música, sentada no meio de uma cama enorme onde cabem três pessoas, mas só uma a esquenta.

Um pensamento sobre “Em Três Anos

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